Desafios para a inclusão do idoso no ensino superior
Enviada em 21/12/2020
O aumento no número de idosos em busca de cursar o ensino superior, revelou a necessidade de se discutir os desafios para a inclusão do idoso neste seguimento. Sabendo que fatores como: falta de acessibilidade, incentivo e a própria tendência do mercado de trabalho de preferir mão de obra jovem são elementos que dificultam esse processo.
Nessa perspectiva, apesar do crescimento do número de pessoas com mais idade nos cursos de graduação, é perceptível que ainda se trata de algo restrito há uma pequena parcela da população. O que se evidencia na falta de expansão de projetos que aumentem o número de vagas destinadas para esse público, assim como a carência no fornecimento de cursos específicos, e até mesmo de auxílios financeiros, por meio de programas de extensão.
Além disso, segundo a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, a porcentagem de brasileiros com mais de 65 anos em 2060 será em torno de 26,7%. O que demonstra que o perfil das pessoas economicamente ativas tenderá a ser mais envelhecido. Diante disso, é crucial que o mercado de trabalho se adeque e se prepare para essa realidade. Uma das formas para se realizar isso poderia ser por meio de reservas de vagas em grandes empresas para contemplar essa parcela em ascensão.
Portanto, para auxiliar a inclusão do idoso no ensino superior é viável a ampliação de projetos com o enfoque nessa faixa etária. Para isso, o Ministério da Educação (MEC) pode destinar algumas vagas em universidades públicas, por meio do sistema de seleção unificada, para idosos. Ademais, o governo federal em parceria com a comunidade acadêmica pode oferecer cursos de curta duração nos centros de arte e cultura que pertencem às universidades públicas. Dessa forma, a sociedade será beneficiada pelo maior grau de instrução da sua população e o mercado de trabalho poderá se adequar.