Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 19/02/2021
O avanço das tecnologias da comunicação e da informação nas últimas duas décadas gerou muitas transformações positivas para a sociedade, como a facilitação dos contatos entre as pessoas e dos serviços on-line. Entretanto, por outro lado, excluiu muitas pessoas idosas que não se adaptaram ou não foram absorvidas por tais progressos. Nesse contexto, a falta de centros de formação digital especializados para esse público justifica a exclusão social configurada.
Diante disso, ações oriundas de políticas públicas voltadas para a capacitação tecnológica dos idosos podem ser executadas por meio de parcerias entre o Ministério da Educação e o da Ciência, Tecnologias e Inovações. Ambas as pastas de gestão do Governo Federal podem promover campanhas e criar editais em parcerias com as universidades públicas para projetos de extensão, por exemplo. Assim, a estrutura universitária pode servir como um lugar de acolhimento desses possíveis centros de formação.
Ademais, os ministérios podem criar estratégias de articulação com secretarias dos estados e municípios para criação de unidades de inclusão digital em colégios e escolas, como uma forma de aproximação entre o público jovem e idoso. Além disso, é necessário que exista coordenação pedagógica de modo que conscientize os jovens a acolher os mais velhos nessas estruturas como também a levar para casa a consciência da necessidade de inclusão desse grupo específico nas transformações existentes.
Portanto, os desafios da inclusão digital dos idosos estão diretamente relacionados com o desempenho político, ou seja, os gestores devem, primeiramente, ter vontade política para elaborar ações dedicadas a tal fim. Consequentemente, a partir de campanhas de conscientização e orçamento direcionado para esse objetivo é possível ajudar na construção de uma sociedade menos excludente e capaz de agregar mais valor para os nossos anciãos.