Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 12/01/2021
Já na década de 1970, a filósofa francesa Simone Beauvoir denunciava a “conspiração do silêncio” ou o descaso com que era tratada a velhice na época. Embora os direitos dos idosos tenham avançado em muitos aspectos atualmente ainda há na sociedade brasileira assim como no meio parisiense retratado por Beauvoir na obra “A velhice: realidade incômoda” um tom negligente em relação a essa fase da vida. Isso pode ser observado nos desafios que o processo de inclusão digital dos idosos apresenta seja por exclusão determinada por estruturas sociais ou por omissão governamental nessa parte.
Convém ressaltar, a princípio, que visões sociais ultrapassadas e preconceituosas em relação a velhice impossibilitam a inclusão digital plena dos idosos. Segundo o grande físico Albert Einstein, “Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, tendo em vista as oportunidades que o conhecimento tecnológico pode proporcionar aos idosos como, por exemplo, conectá-los a familiares e amigos distantes, essa parcela se torna mais receptiva ao computador, celular e internet. Sob essa ótica, ainda que o medo do novo possa ser superado pela infinidade de benefícios, o estereótipo do idoso construído pela sociedade como alguém incapaz acaba sendo internalizado desestimulando-os durante o aprendizado e perpetuando a exclusão digital.
Ademais, a falta de investimentos públicos para que os idosos possam ser incluídos digitalmente dificulta esse processo. Nessa perspectiva, a falta de oportunidades como alfabetização digital em um ambiente propício, ou seja, sem julgamentos e com profissionais cientes das peculiaridades do aprendizado na velhice, o qual inclui explicações mais lentas e comandos repetitivos acaba que determinando a exclusão digital dessa parcela da sociedade. Consoante o pensamento filosófico iluminista de Rousseau “O homem nasce livre, mas por toda a parte encontra-se acorrentado”, a privação digital que a falta de investimentos governamentais proporciona funciona como correntes que impedem a comunicação, entretenimento e aprendizado nessa fase da vida.
Evidencia-se, portanto, que os desafios para a inclusão digital da terceira idade devem-se principalmente por preconceitos estabelecidos pela sociedade e por falta de investimentos públicos no processo de alfabetização digital dos idosos. Assim, é preciso que o Ministério da Educação crie projetos para esse segmento da população que contemple aulas de informática, por meio de parcerias com Universidades em que existam cursos de Ciência da Computação e que os alunos estejam dispostos a dar aulas, a fim de proporcionar o aprendizado digital aos idosos e, além disso, contribuir para que certos estigmas sobre velhice sejam extinguidos mesmo que paulatinamente.
Convém ressaltar, a princípio, que
. Nessa perspectiva,
. Segundo Rousseau, filósofo iluminista, “O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado.” Assim,
Ademais,
. Sob essa ótica,
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Evidencia-se, portanto, que
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