Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 06/01/2021
A internet popularizou-se há 25 anos. As redes sociais, há 15 anos. Por essa razão, a terceira idade tem dificuldade no acesso e nas inovações do mundo digital. Todavia, é importante ensiná-los para incluí-los no mundo, cada vez mais digital. Assim, é preciso compreender os empecilhos, pedagógicos e sociais, a fim de encontrar soluções para a questão e valorizar os benefícios associados.
Em primeira análise, observa-se a gravidade do anafalbetismo digital, que tem como consequência a exclusão do mundo contemporâneo. A interface hostil dos sites e aparelhos contribui para o afastamento dos idosos. Ademais, a falta de adaptação e a diferenciação do modelo de apredizagem, em idades mais avaçadas, exige mentores especializados e ambientes próprios. Por isso, diversas pessoas buscam o apoio da família, em netos e sobrinhos, e se frustram, desanimando-se na busca por conhecimento.
Em segunda análise, consideram-se as vantagens e melhorias obtidas durante o processo. A inclusão digital ajuda no entretenimento, propiciando diversas plataformas de filmes e músicas. Além disso, ela estimula o cérebro e a memória, preservando as faculdades cognitivas que são desgastadas ao longo do tempo. Por fim, ela abre caminhos para a sociabilidade, integrando o idoso com a família e com o mundo, o que aumenta a autoestima, o bem-estar e combate a solidão, que, de acordo com o Correio Braziliense, aumenta as chances de múltiplas doenças.
Em suma, constatam-se as distintas camadas psicossociais envolvendo a problemática. Logo, é dever dos Conselhos Municipais do Idoso, responsáveis pelas necessidades da terceira idade, promover a ampliação da cidadania desse grupo por meio da inserção tecnológica. Isso deve ser feito via o oferecimento de cursos e palestras e pela conscientização da importância do uso da internet, a fim de criar-se uma sociedade globalizada e tecnológica.