Desafios para a inclusão digital da terceira idade
Enviada em 22/10/2020
No final do século XIX, a proclamação da república foi instaurada no Brasil com o lema positivista na bandeira: Ordem e Progresso. Entretanto, por mais que o país aparente avançar, ainda há problemas a serem resolvidos, como a falta de inclusão digital da terceira idade. Nesse sentido, deve-se analisar como a negligência estatal e o individualismo têm contribuído para a problemática.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução o desinteresse governamental. Segundo o filósofo contratualista John Locke, o Estado é responsável por garantir os direitos e bem-estar da população. No entanto, não se observa isso em relação a inclusão digital do idoso, uma vez que a maioria dos governantes não têm proporcionado uma infraestrutura necessária, como a criação de projetos digitais para a terceira idade, por exemplo. Por consequência, esses indivíduos ficam à margem dessa norma e excluídos do acesso ás novas tecnologias. Logo, medidas são essenciais para a mudança desse cenário.
Além disso, outro ponto relevante nessa temática é o individualismo. Isso acontece porque segundo Zygmunt Bauman, no seu livro " Modernidade Líquida", defende que as relações interpessoais estariam fragilizadas na pós-modernidade. Nesse ensejo, tal comportamento é verificado quando os familiares ou, até mesmo, amigos não têm paciência de ensinar os idosos a como utilizar os novos equipamentos tecnológicos, muitas vezes, por acharem que eles teriam dificuldades de entender. Assim, tais atitudes, como falta de empatia são potencializadas, sendo necessário uma mudança nesse contexto.
Torna-se evidente, portanto, que a falta de inclusão digital da terceira idade precisa ser solucionada. Em razão disso, o Governo Federal, agente máximo da sociedade, deve investir na inclusão tecnológica do idoso, por meio de um maior destino de verbas para a criação de projetos digitais e contratação de profissionais para ensinar, a fim de democratizar o acesso às novas tecnologias. Ademais, o Ministério da Educação precisa implantar na grade curricular o ensino sobre ética e cidadania, por meio de aulas no ensino infantil, fundamental e médio, para que atitudes individualistas sejam desconstruídas e a empatia mais potencializada. Dessa forma, o problema será solucionado e o lema dos positivistas alcançado.