Desafios para a inclusão digital da terceira idade

Enviada em 16/10/2020

No livro História da arte, de Graça Proença, é retratado as necessidades da espécie humana desde a pré-história, e uma delas é a interação entre eles, assim as pinturas rupestres eram uma forma de se expressarem e interagirem uns com os outros. Então, com o passar do tempo, novos meios de comunicação surgiram, como: rádios, televisores e celulares. Desse modo, o início dos anos 90 houve uma revolução tecnológica e as crianças que nasceram após essa data foram denominados como geração Z, pois dominam as inovações tecnológicas. Porém, a população mais velha, que não tiveram as  mesmas oportunidades, está perdida no mundo digital, pois a falta do ensino de conhecimentos operacionais está muito presente no Brasil e esta realidade deve mudar.

Certamente, a população mundial está cada vez mais conectada através das tecnologias de rede, portanto, todos deveriam ter conhecimento sobre esse assunto. Visto que, a internet é o sistema de conversação a distância mais rápida e prática já criada e por isso, está presente em diversos locais, bem como, em empresas, bancos, comércios e até mesmo nas próprias residências, auxiliando as pessoas em seus afazeres. Logo, é preciso tornar o acesso à informação disponível também para pessoas da terceira idade. Nesse sentido, deixar esta grande parcela de cidadãos desconectados, por falta de conhecimento, torna-as limitadas diante de diversos processos que necessitam de internet, como por exemplo, a utilização de celulares modernos.

Ademais, conforme mostra o Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 2,3 milhões de idosos têm acesso à internet, um número relativamente baixo quando comparado ao total de 28 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população do país.  Contudo, fornecer a educação dessas novas tecnologias aos idosos, irá aloca-los nas inovações virtuais que a geração Z domina. Além disso, o estudo para pessoas acima de 60 anos é um excelente estimulador de neurônios, segundo o site Saúde.abril, esta prática pode prevenir a doença Alzheimer, doença que atualmente o Brasil tenta combater.

Em suma, como rege nos Direitos Constitucionais, deve-se garantir o desenvolvimento social. Dessa forma, o Governo Federal, em junção aos governos municipais e ao Ministério da Educação, a partir de verbas destinadas a cada área, deverá construir instituições de ensino ara a terceira idade, com profissionais qualificados. Tal ação será composta por uma escola presente em cada bairro e sendo administrado pelo governo municipal. No mais, as atividades serão feitas por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Enfim, como diz Malala Yousafzai, “hoje todos sabemos que a educação é nosso direito básico”, uma vez que todos envelhecem um dia.