Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil

Enviada em 16/09/2020

Paulo Freire disse: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Cabe dizer que essas palavras podem ser interligadas com a ideologia de Nelson Mandela, no qual ressaltou que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Todavia, esse fator de extrema importância para o desenvolvimento encontra-se em um estado preocupante, visto as recorrentes evasões universitárias. Nesse contexto, vale salientar que em 2020, em meio a pandemia do coronavírus, houve aumento de tais evasões, por conta do desemprego e da própria ausência dos alunos.

Em primeiro lugar, é válido evidenciar que alguns estudantes universitários, de faculdades privadas, principalmente, trabalham e estudam ao mesmo tempo. O emprego, geralmente, é utilizado para pagar as mensalidades da universidade. Entretanto, em 2020, com o isolamento social, o Brasil encontra-se em uma situação de aumento da taxa de desemprego. Com isso, alguns estudantes perderam seus trabalhos e ficaram sem condições de pagar o instituto. Esse foi o caso de Thiago Machado, por exemplo, que por não saber por quanto tempo ficaria sem renda optou por trancar a faculdade, isso se trata de um noticiário publicado no G1.

Seguidamente, está havendo complicações nas formas de ensino da educação a distância, recurso que está sendo utilizado durante a quarentena. Assim, cabe acentuar a ideia de que tanto os professores quanto os alunos estão passando por uma situação sensível, dado que ambos não são familiarizados com essa maneira de ensinamento. Contudo, se houver esforço dos dois lados pode haver progressão e satisfação. Pelo contrário, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed) do Paraná, 9,75% dos cerca de 1 milhão de estudantes estão sem entregar atividades há mais de 20 dias, informação publicada no G1. Dessa forma, tal circunstância é analisada como evasão, pois no histórico é considerada como desistência do aluno.

Em virtude dos elementos relatados, com o objetivo de diminuir os índices de evasão no Brasil, as escolas poderiam disponibilizar para os alunos conversas com um psicólogo ou com a própria equipe das instituições. Nesses diálogos os estudantes poderiam dizer como se sentem, seja sobrecarregados ou desestimulados, além de poderem apresentar suas opiniões para uma melhor progressão estudantil em meio a educação a distância. Por consequência, a equipe escolar, juntamente com os aprendizes iriam evoluir de uma forma saudável e agradável para ambos, além de diminuir o nível de desistência. Em suma, os debates apresentando o ponto de vista dos discentes ajudariam as instituições a compreenderem a situação e a buscarem melhorias.