Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 23/08/2020
A obra cinematográfica “Dançarina imperfeita” retrata a história de uma jovem que deseja ingressar numa universidade que cobra atividades extracurriculares como um dos requisitos para candidatura, então, a personagem principal forma uma equipe de dança com o objetivo único de somar créditos para a inscrição, porém, ao longo de sua trajetória, ela se identifica com a dança e acaba se inscrevendo em outra instituição. Similarmente, na vida real o mesmo acontece. Diversos jovens iniciam seus cursos no ensino superior com bastante expectativa e acabam se decepcionando porque se dão conta de que não é aquilo que realmente queriam. Com isso, o índice de evasão nas universidades aumenta.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, no Brasil, a escolha de qual profissão seguir deve ser feita quando ainda se está no colegial, ou seja, os finalistas do ensino médio - que geralmente têm 17 ou 18 anos - são pressionados para decidir seu futuro jovens demais. Evidentemente, a maioria não apenas não sabe qual curso escolher devido a falta de contato com o mundo externo ao ambiente escolar, como também não têm a oportunidade de experimentar as opções disponíveis. Além de que algumas pessoas não têm ideia de qual área do conhecimento é mais favorável para si, ou seja, não se autoconhecem.
Além disso, bastantes adolescentes são privados da escolha de qual profissão seguir por seus próprios pais. Segundo pesquisas realizadas com base em análises psicológicas de pais e filho nessa situação, a tentativa de controlar a escolha a ser feita geralmente se deve ao fato de o pai ou mãe do jovem não ter tido oportunidade de seguir uma determinada carreira e, então, como forma de compensar, quer que seu filho realize o “sonho perdido”. Infelizmente essa situação é muito complicada por conta do medo que alguns desses adolescentes têm de admitir seus interesses próprios aos seus responsáveis.
Visto que a falta de autoconhecimento e o medo de sair da zona e conforto são alguns dos principais fatores que contribuem para que o índice de evasão universitária aumente, é necessário que as escolas contratem conselheiros para auxiliar os alunos na escolha da profissão, além de promover palestras e oficinas com convidados atuantes nas mais variadas áreas profissionais, para que os jovens tenham contato com as diversas opções existentes e descubram por si mesmos qual é aquela com que se identificam. Por conseguinte, as pessoas se sentirão mais confiantes na hora de se matricular numa faculdade e dificilmente desistirão do curso escolhido.