Desafios para a diminuição dos índices de evasão universitária no Brasil
Enviada em 07/08/2020
De acordo com o sociólogo Thomas Marshall, a cidadania é um conjunto dos três direitos: civis, sociais e políticos. Entretanto, é inegável que o direito social é negligenciado no país, principalmente no contexto de educação. Nesse aspecto, tem-se como principal exemplo os altos índices de evasão universitária, tanto na rede pública como privada, sejam por motivos socioeconômicos ou estruturais.
Primeiramente, é evidente que a crise econômica nacional afeta em diversos sentidos a população verde-amarela, inclusive no quesito de ensino superior. Sendo assim, dados do Censo de Educação Superior mostram que os índices de desistência nas instituições privadas vêm crescendo nos últimos anos, enquanto na rede pública mantém-se estável. Ou seja, a pesquisa comprova que o fator econômico está relacionado à evasão, pois o aluno ao não conseguir conciliar os gatos da faculdade – como mensalidade, transporte e alimentação – à sua condição financeira, não vê outra alternativa a não ser trancar o curso.
Além disso, o sucateamento das universidades também favorece tal problemática. Nesse sentido, os mais prejudicados são os deficientes físicos que não se adaptam ao ambiente pela falta de acessibilidade necessária. Ademais, em 2019, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o contingenciamento de 30% das verbas destinadas às universidades públicas, o que se manifesta na estrutura física de cada campus e até mesmo na qualidade de formação dos alunos, pois foram cortadas verbas destinadas às pesquisas. Logo, isso também colabora para o crescimento da evasão.
Portanto, fica claro que medidas devem ser tomadas para diminuir os desafios que acarretam em evasão universitária do brasileiro. Por isso, o Governo deve garantir mais créditos de financiamento estudantil, por meio de parcerias com bancos privados, a alunos debilitados economicamente. Além disso, o MEC deve formular um projeto que proporcione acessibilidade necessária nas universidades públicas para portadores de deficiência física e evitar o corte de verbas de pesquisas. Tais medidas têm como finalidade diminuir os índices de desistência e contribuir para uma maior formação de mão de obra especializada no país.