Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 20/06/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, a ciência se desenvolveu exponencialmente. Dessa forma, a grande novidade presente na sociedade é a biotecnologia - um conjunto de técnicas com uso de indivíduos vivos e fins de obtenção terapêutica e alta produção. Apesar dos ganhos nesse ramo há controvérsias, uma vez que sistematizar o conhecimento sem levar em conta os aspectos éticos é uma regressão na história da humanidade. Haja visto que persistem obstáculos, como: até que ponto a biotecnologia pode explorar um ser vivo sem causar prejuízos, além de haver necessidade de pricípios morais para resguardá-lo?

Em primeiro lugar, a produção de organismos geneticamente modificados (OGM’s) possibilitou a resistência a pragas e diminuição de defensivos agrícolas nos seres humanos, uma vez que a maioria dessas substâncias não são metabolizadas e bioacumulam. Sendo que ocasionou o aumento produtivo e desenvolvimento econômico. Entretanto, não há segurança que esta técnica provoca mutações nas espécies envolvidas, sendo que originaram a partir de manipulações genéticas e já se sabe que alterar o DNA resulta em alteração da “receita” proteica. Ademais, não há informações dos geneticistas se acarreta ou não desequílibrios ambientais, haja visto que a legislação é alicerce que busca harmonia entre a ciência e a ética. Contudo, o não questionamento aos desenvolvedores de tecnologia biomédica denota um aparato legal atrasado e isso reafirma o quanto há desafios a serem extintos.

Em segundo lugar, aspectos como o uso de terapias gênicas e a edição gênica têm sido promissoras na saúde atribuindo qualidade de vida. Todavia, tais processos devem ser controlados para que evitem acidentes ou guerras biológicas.  Analogamente, o que aconteceu durante a segunda guerra mundial, sendo que os EUA testou duas bombas nucleares em cidades japonesas. Dessa forma é necessário regulamentar e fiscalizar essas técnicas são utilizadas mesmo para fins da espécie humana comparando com os princípios bioéticos. Somado a isso, as pessoas não podem alterar propriedades moleculares de outros seres vivos sem a fiscalização legal. Assim, com tais medidas se evita conflitos.

Portanto, para que os desafios de conciliação entre biotecnologia e a ética sejam sanados é necessário que a ONU faça um documento e encaminhe para as nações por intermédio de seus representantes a fim de que seja discutível nos Estados em conjunto com os seus Conselhos de Ética - aperfeiçoando e alinhando essas duas grandes áreas e estabeleça ganhos em conjunto. Ademais, nos países conflituosos e com baixa incidência tecnológica é obrigatório intervenção da organização das Nações Unidas de forma amistosa e com apoio de aliados para que a ação seja compreensível e aplicada nos países.