Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética

Enviada em 16/12/2020

No final do século XX, no ano de 1996, foi realizado o primeiro experimento de clonagem fundamentado em células já adultas, originando a ovelha Dolly. Assim, após o procedimento foi perceptível que esta técnica beneficiaria a medicina e, logo, outras técnicas se desenvolveram em prol de fortificar a saúde mundial. Porém, tanta modernidade está deixando de consiliar-se com a ética, já que, cientistas não estão prevendo possíveis consequências negativas e que pessoas estão utilizando dessas evoluções para fins estéticos, algo que vai contra natureza humana. Certamente, para que a ciência e a tecnologia continuem a se desenvolverem, será necessário que a ética seja o principio ativo da evolução.

A princípio, a biotecnologia é um fator indispensável para a medicina atual, visto que, segundo o site Ghente.org, com a clonagem é possível restaurar a função de um orgão. No entanto, a manutenção da vida com esse método precisa ser extremamente segura, para que não aja problemas como a de Dolly; pois, conforme mostra a enciclopédia virtual Wikipédia.com, posteriormente ao “sucesso” da experiência, a ovelha teve uma morte precoce, uma vez que foi concebida por células precursoras já adultas. Ou seja, a probabilidade de uma descoberta científica ter complicações futuras é elevada , comprometendo a vida em questão.

Ademais, outras técnicas também auxiliam grandemente a sociedade, como a transgenia que pode ser desenvolvida contra a fome e a manipulação genética que pode desativar genes defeituosos. Contudo, nem todas essas inovações seguem os padrões éticos, pois, de acordo com o canal Biologia total.com, a nova técnica da CRISP-cas9, uma proteína que tem poder recombinante do DNA, está sendo usada para a seleção das características do embrião, atitude desumana que pode agravar ainda mais o preconceito entre raças que se tenta combater no Brasil e no mundo.

Em suma, é preciso fazer com que a biotecnologia sempre evolua, mas tendo em vista combater os empasses sociais. Dessa maneira, o Governo Federal, em junção ao Ministério da saúde e à Comissão Técnica Nacional de Biosegurança (CTNBio), a partir de verbas destinadas a cada área; deverá investir no estudo à longo prazo de cientistas antes dos tratamentos, sendo assim os efeitos colaterais serão evitados. Também deverá ser obrigatório o uso da biotecnologia apenas para destinos terapêuticos, dessa forma a aplicação para fins estéticos será proibida e a natureza humana respeitada. Tais ações serão feitas por meio de projetos de leis entregue à Câmara dos Deputados. Enfim, como rege na Constituição de 1988, se prevalecerá os Direitos Humanos com base na ética.