Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 15/12/2020
Em 2018, o médico chinês He Jiankui, anunciou o nascimento de gêmeas geneticamente modificadas por ele, as quais nasceram sem o gene da Aids, que seria proveniente do pai. O caso se compara à Alemanha Nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, na qual pessoas eram cobais em experimentos, porém sem consentimento. Dessa forma, a ciência cria um embate entre o avanço da biotecnologia e a ética social e profissional, fato que precisa ser analisado.
Por um lado, a biotecnologia tem inúmeras vantagens, seja pelo melhoramento genético de plantas para grandes produções, ou para possíveis curas de doenças, como a fibrose cística, em humanos. Por outro lado, não se sabe quais são as consequências a longo prazo, visto que é uma ciência consideravelmente recente. Destarte, o fato é análogo à terceira lei de Newton, na qual para toda ação existe uma reação de igual intensidade, que, nesse caso, será boa ou ruim no futuro.
Ademais, é incontestável que a biotecnologia é responsável pelo crescimento de grandes setores, principalmente da saúde. Porém, deve ser utilizada com base nos limites éticos, e não em prol do bem estar unidirecional, como o médico supracitado ou uma mãe sem problemas de fertilidade que faz inseminação artificial para escolher as características do filho. Assim, medidas precisam ser tomadas para a resolução desse impasse.
Portanto, cabe a parceria entre os Ministérios da Saúde e dos Direitos Humanos, por meio de análises de experimentos biotecnológicos e de leis relacionadas, consensuar um limite entre o avanço da biotecnologia e a ética social e profissional. Dessa forma, concluir a finalidade de evitar riscos futuros para a sociedade e o meio ambiente, bem como respeitar as necessidades de quem realmente precisa dessa ciência para sobreviver ou procriar.