Desafios para a conciliação da Biotecnologia e a Ética
Enviada em 16/12/2020
A tecnologia na atualidade é como uma ferramenta, por meio dela tem-se a esperança da evolução, garantindo o bem-estar humanitário. Todavia, há discrepâncias correlação a problemática, tendo em vista que o progresso está atrelado a experimentos, os quais tendem a infringir princípios éticos antes estabelecidos. Desse modo, pode a ciência ferir os direitos morais dos indivíduos em nome do desenvolvimento?
Em primeira análise, após a Segunda Guerra Mundial foi convocado o Tribunal de Nuremberg, o qual tinha como objetivo julgar os crimes cometidos pelos nazistas durante o conflito. Nesse âmbito destacava-se Josef Mengele, famigerado “Anjo da Morte”, era médico e cientista nos campos de concentração e por perversidade utilizava crianças, mulheres e pessoas deficientes, a maioria judeus, para seus próprios experimentos, tendo em vista que era fascinado pela genética humana. Embora os acontecimentos tenham sido relatados e contestados, cientistas e historiadores confirmaram o surgimento de inúmeros medicamentos importantes, por exemplo: as vacinas.
Em segunda análise, a Biotecnologia é o ramo da Biologia que desenvolve tecnologias originadas por organismos vivos ou matéria prima provinda destes. Destarte, é notório que a área de ação da ciência tem sido ampliada e beneficia a humanidade, inicialmente por meio da alimentação e posteriormente atua na saúde dos seres humanos. Apesar do avanço que o conhecimento científico proporcionou nas últimas décadas, ainda trata-se de um “campo minado”, o qual é repleto de incertezas das próprias consequências, podendo estas ser irreversíveis.
Portanto, a biotecnologia com suas ramificações não podem ferir os princípios éticos estabelecidos. Logo, o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação e instituições de ensino superior, deve estabelecer determinadas diretrizes, beneficiando o avanço humanitário pautado na ética, uma vez que o Brasil é um país em potencial no campo da saúde.