Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 20/12/2020
No Brasil, não são poucos os desafios no combate ao abuso sexual infantil, um tipo de violência que se ramifica, apresentando contato físico ou não, e que tem vítimas - em sua maioria meninas - entre 1 e 14 anos de idade e agressores, que em mais de 80% dos casos são homens. Esse problema se relaciona tanto a cultura do estupro quanto a incompreensão da sociedade brasileira sobre a importância da educação sexual na vida das crianças e dos adolescentes.
Primeiramente, deve-se observar que há na sociedade brasileira a chamada cultura do estupro, muito bem difundida e enraizada, que se prolonga ao longo do tempo trazendo a objetificação do corpo feminino e a dominação masculina sobre esse “objeto frágil”. Nascida como parte da violenta relação colonizador X colonizado, o caráter dominador do homem se mantém e se revela hoje muito presente na maioria das relações abusivas heteroafetivas. Mas, tratando-se da questão infantil, o que ocorre é a vasão de um desejo sexual (por parte do agressor, obviamente) de estabelecer uma relação de poder onde ele se sinta capaz de tornar a vítima - um ser em construção tanto do ponto de vista biológico quanto psicológico - submissa, aproveitando-se de sua vulnerabiblidade como criança ou adolescente e não apenas da relação ao sexo (feminino).
De forma simultânea, os brasileiros insistem em negar a implantação do ensino sexual nas escolas, e essa atitude - que em grande parte é pura falta de compreensão sobre o tema - prejudica o combate e contibui com os crimes. O senso comum costuma associar “educação sexual” com a prática sexual, e é esse o equívoco, pois a proposta de concientização das crianças e dos adolescentes é uma forma de protegê-los e não de estimular uma sexualidade precoce. Aprender como é inadequado permitir que desconhecidos ou conhecidos toquem seus corpos sem consentimento, cria a primeira “barreira de defesa”, uma vez que muitas crianças que sofrem abuso se quer reconhecem o ato, e portanto, são incapazes de descrevê-los aos pais e/ou responsáveis.
Logo, o Ministério da educação - visto que é o órgão vigente em todo o país, sendo portanto, capaz de alterar estruturas educacionais no Brasil como um todo - por meio das verbas públicas destinadas a educação, deveria promover uma reforma no sistema educacional, inserindo a pauta da educação sexual nos maternais e ensino médio, além de palestras e reuniões com os pais e responsáveis, gerando com isso a disseminação do conhecimento às crianças, jovens e adultos. Tornar a questão mais visivel e compreensível, eliminando o tabu e as falácias existentes, é um grande passo rumo a diminuição do número de casos.
Tópico frasal: a importância da educação sexual como forma de evitar a incidência de casos do tipo, afinal, o abuso pode se dar com ou sem o contato físico, e portanto, é preciso ter isso em mente.
Argumento: Entretanto, é evidente que abordar esse tipo de assunto à uma criança é uma tarefa complicada, logo, uma formação especializada é sempre bem vinda
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