Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 03/12/2020
O documentário “Sequestrada a luz do dia” conta a história real de Jan Broberg, uma garota de 12 anos que foi sequestrada e abusada sexualmente pelo seu vizinho Robert Berchtold. Não diferente da obra, os casos de pedofilia no Brasil tem aumentado. Ademais, os casos de abuso causam grandes prejuízos físicos e psicológicos como ISTs, síndrome do pânico e depressão. Por conseguinte, a ausência da educação sexual e a cultura do estupro são que dificultam o combate à pedofilia no Brasil.
Em primeira análise, evidencia-se que a cada oito minutos, uma criança é abusada sexualmente no Brasil, por consequência, segundo o Ministério da Saúde, os casos de violência sexual no país somaram 184.524 ocorrências entre 2011 e 2017, sendo mais de 58 mil contra crianças (31,5% do total) e mais de 83 mil (45%) contra adolescentes. Ademais, segundo dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), 80% dos crimes ocorrem em ambiente familiar e apenas 2% dos delitos são denunciados, logo, é evidente que a falta de denúncias e estrutura familiar comprometem o avanço fazer combate a crimes contra crianças e adolescentes. O Brasil tem um longo caminho a percorrer para ser considerado um país seguro para crianças e adolescentes.
Apresentado, muitos dos casos de abuso infantil são descobertos por professores que veem seus alunos agir de modo diferente, incluindo uma queda de desempenho escolar. Contudo, o cenário atual do país não é favorável para o combate ao abuso infantil, por enfrentar uma pandemia onde as pessoas estão fisicamente afastadas. Lamentavelmente, quanto aos acusados de violência sexual, 70% eram familiares, como pais, mães e padrastos. Ou seja, a maior parte dos crimes acontece em casa, no seio familiar.
Vê-se então, a necessidade de combater os prejuízos criados pela cultura do estupro, ademais, evitar o aditamento desse ato repugnante. Para este fim, é mister que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, estejam atrelados na criação e investimentos em campanhas educativas e voltadas para o tratamento de possíveis abusadores, como forma de sensibilizar toda uma população e coibir esse ato criminoso, trazendo de volta a paz dos mais inocentes.