Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
O mito da caverna de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. De maneira análoga, percebe-se que, em pleno século XXI, a realidade brasileira caracteriza-se com o mesmo impasse no que diz respeito aos desafios na saúde pública nas epidemias enfrentadas. Diante disso, existem fatores que favorecem esse quadro de iniquidade, como a defasagem na saúde pública, além do desinteresse da população diante das medidas preventivas faz com que o país viva continuamente em epidemias.
Em primeiro plano, verifica-se que os problemas na eficácia da saúde pública são um impecilho presente no país. Nesse sentindo, entende-se que isso se deve ao fato de não haver uma boa infraestrutura, falta de médicos e, de materiais básicos e imprescindíveis ao atendimento da população. Prova disso é uma pesquisa realizada pelo jornal “The Lancet”, onde foi estimado que no Brasil, 153 mil mortes por ano são causadas pelo atendimento de má qualidade e 51 mil por falta de acesso a atendimento de saúde. Desse modo, fica explícito que o déficit na saúde pública auxilia a disseminar esse entrave no Brasil.
Outrossim, a falta de interesse e os erros constantes da população, ainda são um grande impasse para a resolução da problemática. Embora, as doenças epidêmicas, em sua maioria, sejam de fácil propagação, preveni-lás depende de pequenas ações que devem ser realizadas em conjunto pela comunidade. Tais atitudes, como não deixar água parada, evitando a disseminação de mosquitos transmissores, lavar bem as mãos e evitar áreas de risco de contaminação, quando não erradicam a doença, geram considerável redução. Porém, infelizmente, essas ações muitas vezes não são colocadas em prática, ocorrendo a propagação de um impasse na consolidação do problema.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática . Destarte, o Governo Federal, por meio de campanhas de prevenção e fiscalização, deve aplicar medidas de carácter punitivo. Desse modo, a população terá conhecimento da sua responsabilidade e ciência dos riscos, caso não sigam as medidas profiláticas. Também, o Ministério da Saúde, deve adotar medidas de priorização dos investimentos na eficácia do funcionamento do sistema de saúde. Somente assim, com a colaboração de todos, as epidemias desaparecerão juntamente com a falta de informação e descaso público.