Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
O Brasil, assim como toda ex-colônia européia, teve seu início reconhecido com a chegada de determinado povo europeu. E junto a este grupo colonizador, vieram enfermidades e parasitas nativos da Europa, que devido as baixas técnicas medicinais e desconhecimento de tais males, os nativos sofreram com uma grande epidemia causada pelas diversas doenças trazidas. Este cenário pode ser traduzido para os dias atuais, com doenças como a dengue e afins retratadas em espectro nacional.
É de conhecimento geral que o sistema de saneamento brasileiro não é bem gerido, com “valões” expostos a céu aberto, o que, através da poluição de reservatórios de água no subsolo, proporciona, por exemplo, a contaminação da água e alimentos, o que diretamente, aumenta os índices de enfermidades presente na sociedade. O Brasil, em 2019, registrou um aumento de 100% em relação ao ano anterior na “Misery index”, uma taxa que mede a qualidade de vida média da população de determinado país. Este aumento pode ser relacionado ao desconhecimento das formas eficazes de se tratar enfermidades, assim como ocorreu no ano de 1563, que através da imprudência dos colonos, uma epidemia entre os nativos brasileiros se aflorou.
Ainda, é notável a responsabilidade da falta de comunicação entre agentes higiênicos e cidadãos como agravador em situações epidémicas. Propagandas e artigos lúdicos são escassos quando se trata de higiene preventiva, isto influencia diretamente na forma como a população leiga irá lidar com pragas e vírus, o que resulta no descaso com doenças sérias como zika e Chikungunya. Dessa forma, a urgência pela mudança de cenário é cada vez mais crítica, visto que ao impedir o contágio de antigas doenças, facilita-se o tratamento do novo covid-19.
Infere-se, portanto, a clara necessidade de aprimorar o interesse da população geral sobre enfermidades e suas consequências, a fim de diminuir os índices de casos decorrentes de doenças epidémicas. Dessa forma, o Ministério da Comunicação, por meio do dinheiro recolhido pelo Estado, deverá exibir informes televisivos especializados na prevenção e combate aos causadores de epidemias. Assim, espera-se implantar uma maior consciência medicinal, o que ira afetar a forma como se vê problemáticas tanto na saúde, quanto sociais.