Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 20/06/2021
O livro O cidadão de papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o descaso com a saúde pública e as epidemias no país afetam a sociedade como um todo. Assim, seja falta de saneamento básico em populações carentes, seja pela falta de atenção do Estado em relação ao problema, ele permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que os governos estaduais e regionais não dão a devida atenção as populações carentes de salubridade básica. Segundo dados do Ministério de desenvolvimento regional, em 2018, apenas metade da população brasileira tinha acesso ao saneamento básico disponibilizados por esses governos, essa negligência governamental faz com que parcela da população fique exposta a infecção de doenças epidêmicas, como a dengue, agravando ainda mais o problema das epidemias no país. Logo, é inegável que essa situação ocorre porque o governo não age em prol da resolução dela.
Ademais, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas suficientemente efetivas para resolver a problemática. Segundo Abraham Lincoln, ícone político americano, a política é serva do povo e não o contrário. Com efeito, em relação ao combate das epidemias o que se percebe é justamente a ideia oposta a que Lincoln defendeu, pois não há um conjunto de ações, planos, metas públicas voltadas para a resolução da questão. E como consequência há o agravamento de um problema de saúde pública expressivo que poderia ser solucionado se houvesse mais interesse do Estado. Desse modo, é incabível que um país constitucionalmente democrático deixe de cumprir sua função legisladora deixando o povo a beira da própria sorte.
Portanto, dado ao exposto, é inegável que sejam implementadas medidas para solucionar a adversidade. Sendo assim, visando garantir a prevenção aos surtos epidêmicos, é necessário que a população pressione o Governo Federal a fazer mudanças no atual sistema de saúde e de saneamento básico, por intermédio de petições e manifestações, fazendo com que eles se vejam pressionados a mudarem suas posturas em relação ao assunto. Como efeito social, a sociedade brasileira vai poder caminhar para a completude da democracia.