Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/06/2021

Na série brasileira “Sob Pressão”, é retratado um cenário caótico de uma cidade pequena, em que o investimento no setor da saúde é precário, por isso, conta com inúmeros casos de pacientes doentes, que não podem ser atendidos e acabam morrendo ou passando por situações de extremo desespero. Analogamente, fora da ficção, esse contexto acaba por condizer com a realidade dos brasileiros, seja pela falta de investimento na saúde pública, seja pela incapacidade profissional ao proporcionar serviços nos postos de saúde, o problema permanece exigindo melhoria urgente.

Desse modo, em primeiro lugar, é válido ressaltar que as verbas destinadas à maioria das instituições de saúde no Brasil encontram-se defasadas, tanto pela falta delas, quanto pela sua subutilização quando comparada a outros setores da economia. Nessa perspectiva, enquadra-se o conceito de imediatismo cultural enraizado na sociedade, em que, valer-se de medidas profiláticas fica em segundo plano e a única ação de combate à problemática é realizada apenas no presente, quando já são percebidos os estragos, sem se preocupar com as consequências de sua má gestão para o futuro. Com isso, fica evidente que atos de restrição dos incrementos na área da saúde acabam por precarizar o sistema público e como consequência o bem-estar do indivíduo, prejudicando toda a população.

Em segundo lugar, é notório que a falta de profissionais capacitados e dispostos para atender as pessoas, configura-se como um grande entrave no acesso destas a uma boa condição de vida. Dessa maneira, Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), há aproximadamente 17 médicos para cada 10 mil habitantes no Brasil, isso mostra quanto o país está despreparado para prestar um atendimento de saúde para a sua população. Além disso, fica claro que a falta de profissionais nos postos de trabalho, seja pelas péssimas condições de estudo, seja pela falta de recursos aos mais pobres no país, configura de maneira clara e objetiva como a falta de atuação nos cargos de medicina impactam negativamente a saúde geral da comunidade, necessitando assim, de melhorias imediatas.

Portanto, para que tais empecilhos não se tornem algo habitual em nosso meio, deve-se incrementar as medidas adotadas pelo Estado. Sob esse viés, cabe ao governo, como formador de cidadãos aptos para viver numa cidadania igualitária, promover uma maior integração de recursos na área da saúde do Brasil, por meio do aumento do número de verbas destinado ao estudo da medicina e seus afluentes, a fim de proporcionar uma maior inclusão e profissionalização de todos os indivíduos operantes nessa área, independente da fonte de renda. Somente então, notar-se-á um convívio harmônico e saudável entre todos os indivíduos da sociedade.