Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 01/07/2020

O Brasil possui um grave problema que relaciona informação e saúde, desde a Revolta da Vacina até os dias atuais. Pouco mudou, mesmo com o aumento da facilidade ao acesso à informação: internet, jornais, smartphones, rádio. Isto posto, vale analisar as maiores dificuldades tanto administrativas quanto socio-culturais que o maior país da América Latina apresenta.

O Governo brasileiro, mais especificamente o Ministério da Saúde propôs-se a combater diretamente uma série de problemas endêmicos e pandêmicos, como é o caso da febre amarela e a obesidade, antes porém pouca pesquisa e investimento público foi feito sobre os métodos de resolução. Politicas públicas tornam-se ineficientes se não postas em prática. É inadmiscível que em um país com uma arrecadação de impostos que ultrapassa a casa dos bilhões, segundo a revista Exame, e com profissionais altamente capacitados, não haja uma política pública eficiente, tanto  preventiva quanto efetiva.

Um dos males da Revolução Informacional são as FakeNews (noticias falsas), que a cada dia que passa, tornam-se mais perigosas. Informações com fontes duvidosas, nomes e dados falsos são usados para implementar ideias equivocadas sobre determinado assunto, desde assuntos políticos à saúde pública. Vídeos, mensagens de áudio e textos, durante a epidemia de coronavirus, incentivando o uso de receitas caseiras para a imunização do Covid-19, por exemplo, tornaram-se cada vez mais comuns, segundo o Biologo Doutor em Virologia Átila Imarino que alerta tanto sobre os perigos que essas combinações de químicos pode trazer à saúde humana quanto a ineficiência da imunização contras o virus. Segundo o historiador Eduardo Bueno, durante a epidemia de gripe espanhola de 1918 no Brasil, houveram óbitos de pessoas que ingeriram altas doses de uma raíz que continha riscina, um agressivo composto organico que impede o ciclo respiratório humano.

O Governo Federal deve, portanto, disponibilizar um canal informativo presente no cotidiano de todo o brasileiro, onde, por lá, instrua a população quanto à questões de saúde pública, como o caso da pandemia de covid-19 em 2020, onde os melhores métodos de prevenção são: isolamento social, higienização das mãos, uso contínuo de máscaras, etc. Também é necessário que haja uma maior vigilância para o cumprimento das leis, como por exemplo a lei que obriga o uso de máscara em estabelecimentos comerciais que, segundo o G1, mais de 62% dos estabelecimentos não cumprem. Informar e educar a população, incentivar a criação de leis relacionadas a saúde pública e o cumprimento das mesmas é essencial para extinguirmos doenças como sarampo, febre amarela e até mesmo a obesidade.