Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2020
Em um dos episódios da série animada “Clarêncio, o otimista”, observa-se um dia na escola de Clarêncio, que é desafiado por outrem a comer uma certa quantidade de ovos cozidos. Concluído o desafio, ele contrai uma doença de caráter transitório. Ao frequentar a escola, Clarêncio transmite a doença para todos os seus colegas e professores, gerando uma epidemia que colapsa o setor de saúde escolar. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de várias cidades brasileira que possuem um sistema de saúde deficiente, não sendo capaz de lidar com epidemias.
Tal conjuntura deve-se ao fato de haver poucas medidas de contenção para com as doenças de níveis epidêmicos no Brasil. Na gripe espanhola de 1918, o Conselho do Povo, junto ao Inspetor da Higiene, lançou medidas com orientações para conter a gripe para que o sistema de saúde da época pudesse atender todos aqueles que estivessem contaminados. Hodiernamente, faz-se necessários novas políticas para controle de epidemias, bem como endemias e pandemias.
Soma-se, também, a falta de mentalidade social, mormente, no movimento antivacina, que consiste naqueles que se recusam a se vacinarem contra as doenças, sobretudo, com alto índice de contágio. Dessa forma, a sociedade fica mais propensa ao retorno de doenças já erradicadas, por exemplo, o Sarampo, que corre o risco de reincidir de acordo com a Faculdade de Medicina de Fortaleza. Embora caótica, essa situação é mutável.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. A Secretaria de Saúde, deve propor a criação de mais postos de saúdes para identificar, com mais facilidade, as doenças em estágios iniciais. A Comissão Intergestores Tripartite e Bipartite, por sua vez, deve propor à Câmara dos Deputados, a criação de uma “vacina obrigatória” para as doenças com alto poder transitório, bem como doenças consideradas erradicadas e, punir com multas e prisão compulsória, aqueles que se recusarem serem vacinados. Espera-se, com isso, o melhor enfrentamento de epidemias no Brasil e evitar a incidência observada na escola de Clarêncio.