Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 13/05/2020

O aparecimento de epidemias tem sido habitual nos últimos anos no país. Surtos de sarampo, dengue e zika levam milhares de brasileiros a hospitais todos os dias. Isso acontece devido a falta de saneamento básico  e a saúde precária nos municípios brasileiros.

Nesse viés, o precário saneamento básico no Brasil é significativo, visto que cidades como Manaus e Rio de Janeiro quase não tratam seu esgoto, que vai diretamente para os rios. Nesse contexto, é comum a proliferação de larvas de mosquitos em valões onde não há tratamento, ocasionando em doenças como a dengue. Diante disso, segundo o IBGE em 2019, apenas 33% dos municípios possuem apenas saneamento parcial. Logo, fica evidente que um sistema precário de saneamento nas cidades é determinante no surgimento de epidemias.

Além disso, a saúde pública brasileira é totalmente ineficaz, há a escassez de hospitais em grandes cidades com mais de 100 mil habitantes como Queimados e Belford Roxo, que levam os moradores dessas cidades a se tratarem em cidades vizinhas. Nesse ínterim, há o total sobrecarregamento de hospitais que deveriam receber apenas pacientes de seus municípios. Nessa perspectiva, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 20% das cidades no Brasil possuem hospitais públicos. Nesse cenário, nota - se que a falta de hospitais, principalmente em grandes regiões metropolitanas, tem levado o sistema de saúde publica no Brasil a superlotação e, consequentemente, a um atendimento ineficaz.

Portanto, cabe o Ministério da Saúde junto ao da Economia, por meio de uma medida provisória, implementar um plano de construção de hospitais em cidades de no mínimo 80 mil habitantes e em cidades do interior com maior necessidade. Esse plano deve focar em parcerias público/ privadas e priorizar a construção de hospitais em lugares onde há maior demanda. Com isso, surtos de epidemias serão cada vez mais raros no país.