Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 12/05/2020

Sob o viés constitucional, a Magna Carta promulga a saúde como direito de todos os cidadãos e dever do estado medidas socioeconômicas que visem à redução do risco de doenças em território nacional. No entanto, em relação ao combate às doenças epidemiológicas, percebe-se a falha na efetivação do que é garantido pela Constituição, visto o aumento dos casos súbitos de epidemias, hodiernamente, no Brasil. Desse modo, vale ressaltar as novas manifestações sociais e o precário estado do saneamento básico, os quais causam conflitos sociais que necessitam ser amenizados.

É primordial ressaltar que, diversas mobilizações sociais surgiram garantindo o promulgado pela Constituição regente - todos têm direito à liberdade de expressão. Assim, conforme o jornal online “BBC News”, em 2013 surgiu o movimento antivacina que objetiva evitar a vacinação de recém nascidos contra doenças virais. Nessa perspectiva, doenças que foram erradicadas do século XX voltam a aparecer, como o caso do Sarampo e da Caxumba, causando sérios problemas à sociedade por conta do seu aumento súbito. Nesse viés, medidas profiláticas para evitar epidemias são garantidas pelo Governo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), porém, com o atual cenário mais ações são necessárias para minimizar à problemática.

Ademais, as precárias condições do saneamento básico e sua falta, principalmente, em subúrbios e zonas rurais corroboram ao problema de se combater epidemias no Brasil, uma vez que esses lugares estão mais aptos às erosões e enchentes, principais causas do surgimento dessas doenças. Nesse contexto, segundo o portal G1 notícias, cerca de 50% da população brasileira não possui tratamento de esgoto. Desse modo, apesar de estar em vigor a lei de Saneamento Básico, esse sistema é desprovido por metade da população, evidenciando a vulnerabilidade da nação de contrair doenças e repassa-las aos demais indivíduos, causando a persistência de epidemias como o caso da Febre amarela, Dengue, Malária, dentre outras.

Infere-se, portanto, que às doenças epidêmicas permanecem no manto social. Desse modo, o Governo, por intermédio dos Ministérios de Desenvolvimento Social e da Saúde, deve desenvolver oficinas recreativas em praças públicas, com palestras ministradas por médicos e profissionais da área microbiológica, objetivando orientar os pais sobre a importância de vacinar suas crianças, visando levar a reflexão e diminuição do movimento antivacina. Ademais, deve-se instigar nessas mesmas oficinas petições aos governantes referente à construção e manutenção do saneamento básico, para amenizar às doenças. Assim, espera-se que a sociedade seja protagonista de sua própria história de erradicar doenças contagiosas e assegurar o que está descrito pelos Direitos Humanos.