Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 13/05/2020

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. A partir desse documento, o Governo brasileiro criou o Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de garantir a promoção da saúde a todo cidadão. Conquanto, o SUS tem se mostrado ineficiente, em virtude da falta de investimentos e de profissionais qualificados. Sob esse viés, é urgente a reversibilidade do cenário apresentado.

Em primeira análise, é fulcral pontuar que os problemas enfrentados pela saúde pública derivam da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. De acordo com o IBGE, apenas cerca de 3,8% do PIB brasileiro é direcionado ao sistema público de saúde, o que leva à falta de médicos, de equipamentos e de leitos hospitalares. Sob tal ótica, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar o quadro de profissionais desqualificados como promotor do problema. Decerto, a precariedade do ensino em várias universidades que, muitas vezes, não podem oferecer treinos práticos em hospitais, leva à formação de milhares de médicos sem a qualificação necessária para realizar um bom atendimento à população. Nesse cenário, ocorrem atendimentos desumanizados, diagnósticos equivocados e, de forma trágica, um elevado número de óbitos.

Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para resolver a problemática. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Poder Legislativo, aprove leis que aumentem o capital investido em saúde e educação no Brasil. Esse capital deverá ser usado no aperfeiçoamento do atendimento hospitalar, mediante a aquisição de equipamentos e de mais leitos, e na melhor formação dos médicos nas universidades, com o intuito de atenuar os desafios enfrentados pelo SUS no país. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e a sociedade brasileira poderá caminhar para a plenitude da democracia no âmbito da saúde, garantida pela ONU.