Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 13/05/2020

Em 1545, com a chegada dos espanhóis na região do atual México, uma epidemia massacrou a civilização asteca, ao matar mais de quinze milhões de pessoas ao longo de cinco anos. Ainda nos dias de hoje é possível identificar questões semelhantes à praga que assolou a população asteca, quando se trata dos desafios da saúde pública para lidar com epidemias no Brasil, tendo em vista o desconhecimento dos habitantes e a gestão irregular da administração. Dessa maneira, medidas são necessárias para sanar o impasse.

Em primeira análise, a ignorância é algo fatal ao debater sobre saúde. Os astecas nunca antes tiveram contato com a doença trazida pelos europeus, eles não possuíam memória imunológica e tão pouco sabiam como tratá-la. De maneira análoga, em 1904, no Rio de Janeiro, ocorreu a revolta da vacina, movimento no qual os habitantes se recusaram a ser vacinados por desconhecer as vantagens dessa imunização. Logo, considerando essas alusões, é evidente que por negligência — como ocorreu com os espanhóis — ou inconsciência, as pessoas passam a não tomar as medidas necessárias para o tratamento e a prevenção de doenças, as quais, consequentemente, espalham-se em grande velocidade.

Em segunda instância, é necessário ressaltar que a saúde pública é deficitária em muitos aspectos. A exemplo disso, um estudo, realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito, apresenta que 70% da população brasileira não possui plano de saúde. Além disso, grande parte dos entrevistados, que possui como única saída o SUS, se mostra insatisfeita com a demora dos processos de agendamento para cirurgias, exames e consultas. Essa irregularidade no sistema, além de fazer com que o doente possa ser atendido tarde de mais, incentiva a busca por soluções alternativas, mais eficientes e imediatas, como a automedicação, que pode ser tão prejudicial quanto o atraso no atendimento.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para atender à população. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as escolas e a mídia, propagar ideias de prevenção e de cuidados básicos. Isso, por meio de palestras, cursos e campanhas, a fim de preservar a saúde pública. Logo, também é preciso que o Governo invista mais na área da saúde, para que seja possível superar as carências que ela apresenta, com o objetivo de atender a população efetivamente e com mais eficiência.