Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 08/05/2020

No início do século XX, o médico sanitário Oswaldo Cruz conseguiu acabar com as epidemias que assolavam o Brasil em sua época, como a Varíola e a Rubéola. No entanto, ele utilizou uma forma autoritária para atingir esse objetivo. Hoje, são as epidemias ocasionadas pelo mosquito da dengue e pelas doenças infectocontagiosas que preocupam a população. Com isso, é fundamental analisar formas com as quais a União brasileira alcance o mesmo feito do sanitarista, conquanto de forma democrática.

A priori, vale entender o motivo pelo qual as doenças causadas pelo mosquito da dengue serem tão frequentes. À vista, tem-se o pensamento do sociólogo Marx Weber de que a Ação Social deve ser um ato essencialmente orientado aos outros. Entretanto, quando indivíduos não buscam formas adequadas de evitar a proliferação do mosquito da dengue, vemos que a prevenção dessas doenças não se encaixa com máxima Weberiana. Logo, nota-se uma sociedade que debate essa problemática apenas em épocas com os maiores índices de doentes. Sendo que o gesto preventivo deve ser realizado durante todo o ano, pois deve levar em consideração o momento de desenvolvimento do mosquito.

A posteriori, ainda encontram-se as doenças infectocontagiosas como propensas a se tornarem epidemias no país. Então, percebe-se que são dois os principais motivos: uma fronteira pouco controlada e campanhas de vacinas que não atingem as metas. Em relação ao primeiro ponto sobressai que o Estado brasileiro facilita a entrada de estrangeiros no país sem qualquer exigência de vacinas. Já levando em conta o segundo ponto, depara-se com vários pais que não tiveram a experiência de presenciar epidemias de graves doenças. Dessa forma, eles pouco se preocupam em seguir as campanhas de vacinação.