Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 11/05/2020

No decorrer de sua história, a humanidade passou por diversos impasses naturais, como a peste bubônica, na Europa da Idade Média. No contexto atual, o Brasil apresenta intensos surtos de enfermidades, tais quais dengue, febre amarela e a inédita COVID-19 (Doença do Coronavírus 2019), que não são devidamente combatidas e/ou tratadas em consequência da desinformação da população e da pouca quantidade de leitos hospitalares para atender os cidadãos, logo, é necessário que o Ministério da Saúde corrija tais fatores, visando ao enfrentamento dessa situação.

Sob a ótica social, percebe-se que o povo, sobretudo de classes menos abastadas, desconhece as doenças que os atingem. Durante o século XX, por exemplo, houve a Revolta da Vacina, a qual surgiu após o Governo Estadual do Rio de Janeiro decretar a obrigatoriedade da vacina que combateria a varíola sem fornecer informações acerca dos benefícios da imunização, a qual proporciona uma maior expectativa de vida. No Brasil hodierno, o advento dos computadores e celulares com acesso a sites de busca proporciona um maior esclarecimento sobre os meios de prevenção, contudo, há o risco de uma notícia fajuta ser tomada como verdade, assim como ocorreu durante a pandemia da COVID-19, na qual boatos nas redes sociais que duvidavam da qualidade das máscaras de proteção distribuídas pelo governo ajudaram a aumentar a taxa de contaminação, mostrando a necessidade de controlar as informações circulantes.

Sob a ótica infraestrutural, percebe-se que apenas 5% dos hospitais do país apresentam selo de qualidade, elemento quase indispensável nos hospitais estadunidenses, segundo a Folha de S. Paulo. Ademais, o jornal também afirmou que 70% das falhas na atuação médica poderiam ser evitadas se os estabelecimentos fossem mais estimulados pelo Estado a realizar melhorias, baseando-se nos ideais do filósofo iluminista John Locke, o qual declarava ser função do governo zelar pela vida de seus governados. Isso evidencia uma maior necessidade de investimentos do Ministério da Saúde em tal setor.

O controle de epidemias, atividade que oferece proteção à vida do cidadão, ainda carece reparos para que possa alcançar sua plenitude, logo, o Ministério da Saúde deve, por meio das redes sociais, divulgar a área de seu site que analisa notícias e julga-as verdadeiras ou falsas para impedir a propagação de práticas que dificultem o combate às epidemias. Ademais, tal órgão também deve exigir e incentivar, com auxílios fiscais, as melhorias em infraestrutura dos hospitais, sobretudo os públicos, para que, dessa maneira, o Brasil melhore a qualidade da saúde de sua população e controle os casos de doenças contagiosas de modo mais eficaz.