Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 07/05/2020

Na sociedade brasileira, o alastramento de quadros infecciosos de modo desgovernado contribuem para as chamadas epidemias, constituindo um flagrante empecilho à saúde pública no país. Esse cenário adverso demonstra a fragilidade de uma cultura de precaução — a carência de propagandas eficazes de consciencialização que informem com veracidade a população sobre os reais riscos de epidemias na nação — e a precariedade do sistema de saúde pública.

Efetivamente, conforme o desempenho displicente relacionado à transmissão de informações de algumas instituições de ensino, como ambientes escolares, núcleos familiares e — principalmente — o Ministério da Saúde, as quais negligenciam uma abordagem explícita e/ou honesta sobre estudos epidemiológicos e implicações decorrentes de epidemias. Prova dessa fragilidade cultural é dada com a pandemia de COVID-19, a qual evidencia a falha educacional em se tratando do lecionamento e da conscientização a respeito dos impactos sociais de uma epidemia; abordando questões econômicas, políticas e culturais, levando em consideração o não cumprimento das medidas adotadas pelo Estado. Contudo, essa situação dolente exige maior envolvimento de grande parcela da população com a finalidade de amenizar a carência de cuidado e auxiliar no controle de epidemias.

Ademais, a fragilidade no sistema de saúde pública demonstra a pouquidade de equipamento, leitos e profissionais com aptidão. Dessa maneira, a precariedade no Sistema Único de Saúde (SUS) fomenta o  agravamento de epidemias, visto que a inconsistência estrutural aza um agregado de indivíduos em um mesmo espaço e influencia um maior contágio. No entanto, a debilidade também é encontrada em instituições privadas, as quais não apresentam infraestrutura capaz de suportar a alta demanda existente em uma epidemia. A título de ilustração, o Hospital Gênesis, em Fortaleza,  teve o pronto atendimento suspenso por atingir a capacidade máxima durante a epidemia global de coronavírus. Assim, é provado a debilidade do sistema de saúde e a inexpressividade de ação política no país, infringindo o artigo 196 da Constituição Federal, que atribui ao Estado a garantia da saúde popular.

Portanto, a fim de lidar com epidemias no Brasil, concerne a famílias, escolas e o Ministério da Saúde ampliar o debate nacional acerca da conscientização sobre epidemias — suas consequências e amenizar a insuficiência de cuidados — por meio de diálogos domésticos e educacionais com profissionais de saúde, pois essas medidas são fundamentais para a construção de uma cultura de precaução. Outrossim, a fragilidade no sistema de saúde pública explicada pela indiferença da ação governamental, deve ser solucionada pelo Governo Federal, otimizando informes educativos e visando um replanejamento de estratégia para que, desse modo,  haja o controle de epidemias nacionais.