Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 05/05/2020
A febre amarela é considerada a primeira grande epidemia brasileira, foi controlada a partir de medidas de prevenção, como a vacina e o combate à proliferação dos mosquitos. Sob esse viés, nota-se que apesar das conquistas no controle de algumas doenças, a saúde pública do Brasil ainda enfreta obstáculos para lidar com esses cenários de contágios regionais, como a precariedade das ações de alguns governantes no combate à epidemia e a inadequação da conduta de uma parcela dos indivíduos no cumprimento das medidas de prevenção. Urgem, pois atos cabíveis tanto do Governo quantos das instituições educacionais, com o fito de mitigar os desafios provenientes desses surtos no Brasil.
Nesse contexto, observa-se a ineficiência de alguns líderes políticos no suporte ao combate de epidemias, uma vez que, na maioria dos casos, os governantes são influenciados por aspectos econômicos e pessoais em detrimento da saúde da população, por conseguinte, materiais e medidas necessárias para reduzir doenças regionais são discriminados e distribuídos de forma desigual no País. Nessa perspectiva, cita-se a primeira campanha de vacinação contra à varíola, em 1959, a qual não foi bem sucedida por falta de vacinas e erros na divisão desses materiais, o que resultou em diversas mortes, dado que o índice de letalidade da doença era alto. Dessa maneira, é de suma relevância priorizar investimentos em medidas profiláticas e saúde pública por parte do Governo, com a finalidade de aumentar a eficácia na luta contra às epidemias brasileiras.
Ademais, percebe-se que algumas pessoas não seguem as indicações de prevenção dessas patologias regionais, visto que a importância dada as epidemias ainda não é suficiente para reduzir os altos índices de contágio na sociedade. Nesse aspecto, menciona-se o surto da gripe espanhola no Brasil, em 1918, a qual foi intensificada pelo descumprimento do isolamento domiciliar (medidas adotada para minimizar a incidência de casos da doença). Desse modo, destaca-se o papel fundamental da sociedade na contenção de epidemias, uma vez que a eficiência das providências profiláticas dependem diretamente da conduta da população.
Portanto, objetivando atingir o minguamento dos contratempos na saúde pública resultantes das doenças regionais, cabe ao Governo direcionar investimentos na produção de materiais essenciais no combate à epidemia, como as vacinas, por intermédio da realização de pesquisas científicas nas universidades brasileiras, com o escopo de ofertar um suporte eficiente na luta contra esses surtos. Outrossim, é dever das escolas promover campanhas de divulgação de medidas profiláticas, com o intuito de melhorar os hábitos da população nesse enfrentamento. Destarte, a saúde pública será competente e as atuais epidemias brasileiras serão controladas, como observado com a febre amarela.