Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 08/05/2020
Durante o século XX, no Rio de Janeiro, eclodiu a Revolta da Vacina, na qual a falta de inteiração das camadas populares ante a importância da vacina anti-varíola causou insatisfação generalizada. De maneira análoga, a insuficiência estatal no setor social e sanitário torna tal lacuna na conscientização popular ainda um problema do século XXI, por suscitar descaso nos cidadãos. Desse modo, medidas difusoras de esclarecimento para os indivíduos são necessárias para lidar com epidemias no Brasil.
De início, cabe elucidar a promoção deficitária de informações nas ações governamentais. Sob esse ângulo, não há uma discussão perene na sociedade sobre as epidemias e suas prevenções, mas atos polarizados em datas específicas. Nesse viés, o caso da dengue é um exemplo concreto disso, visto que as campanhas contra a proliferação do mosquito transmissor são feitas apenas no verão - por causa do período chuvoso, típico de climas tropicais, como no Brasil - e esquecidas ao longo do ano. Em síntese, o modo de atuação das campanhas se configura insuficiente.
Em função disso, vale ressaltar que a população tende a não colaborar para o fim das epidemias. Nesse contexto, o fato de o contingente demográfico não ter real percepção da gravidade da ampliação de doenças gera dificuldades para prevenir contágios. Isso é nítido na atual transgressão do isolamento social para diminuir a disseminação do novo coronavírus, já que, consoante o site G1, a taxa ideal de distanciamento é de 70% e a média nacional está em 50%. Dessa forma, a indolência dos cidadãos é um gargalo para o controle de epidemias.
Portanto, observa-se que a conscientização populacional em deficiência transforma a mitigação de doenças epidêmicas em um desafio para a saúde pública. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Saúde modifique as políticas informativas, por meio da introdução de campanhas educativas contínuas, não só no meio formal, como as escolas, mas também no ambiente informal, como as redes sociais, a fim de consolidar a consciência popular. Assim, lidar com epidemias não será mais um desafio.