Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 26/04/2020
Embora a Constituição brasileira de 1988 assegure o respeito a dignidade humana, sabe-se que , na realidade brasileira, o direito não é promovido para todos os cidadãos, principalmente no que tange à isenção da saúde pública precária. Isso se deve sobretudo, ao aumento da desigualdade social e à negligência governamental perante esse cenário catastrófico. Em face disso, destaca-se a necessidade de se combater essa transgressão ,por meio de medidas sociais e estatais intervencionistas contra tal situação.
Primordialmente, é de suma importância evidenciar que as cidades brasileiras foram construídas sob um viés elitista e segregacionista , de modo que as regiões com Índice de Desenvolvimento Econômico e Social baixo são privadas de seus direitos básicos. Essa conjuntura , ainda é pertinente a realidade brasileira , visto que os subúrbios são os mais prejudicados pelas pandemias avassaladoras , como o Coronavírus. Nesse contexto , a segregação social, vista como uma característica marcante pela sociedade brasileira , pelo autor Sérgio Buarque, faz-se presente nos dias atuais, por gerar precariedade na saúde pública. Desse modo , é fundamental que as pessoas reivindiquem seus direitos.
Outrossim , é imprescindível salientar que o Governo possui um gerenciamento nocivo , uma vez que gera diversos benefícios para a classe de alta condição econômica e precariza as necessidades primárias dos demais . Segundo Karl Marx, na obra ‘‘O Capital’’ , o Estado é um comitê que gera os negócios comuns da classe burguesa ,propiciando a discrepância ao proletariado. Segundo o ‘‘Jornal da USP’’ ,os bairros carentes de São Paulo são os mais acometidos pela mortalidade infantil, o que revela à ausência do Poder Público nessas regiões deletérias . Dessa forma , é notável que as autoridades governamentais apliquem mais verbas na universalidade da saúde pública.
Portanto, são necessárias medidas que visem mitigar esse cenário hodierno. Para tanto , é imperativo que o Ministério da Saúde invista mais recursos financeiros na construção de hospitais e postos de saúde bem equipados , por meio de parceiras privadas e estatais , nos quais dividirão igualmente as despesas , a fim de propiciar um benévolo atendimento médico universal .Somente assim , pode-se ter uma sociedade com seus direitos autênticos.