Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 18/04/2020

Emergindo a partir de 1904, a Revolta da Vacina teve como estopim a imposição da obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, onde uma massa considerável da população - em grande parte desinformada - se negou a ter tal conduta. Em paralelo, no Brasil hodierno, percebe-se a falta de controle de várias epidemias, reflexo não só do sistema precário de saúde, mas também da falta de recursos informativos para a população. Logo, cabe analisar-se tais problemas e seus impactos.                                      Em primeira análise, cabe pontuar a conjuntura instável da saúde pública como promotora da óbice. Dados do portal “Politize” demonstram que mais de 75% dos brasileiros dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) - sucateado por uma falta de direcionamento homogêneo dos recursos que democratizam o acesso à saúde básica de qualidade -. Outrossim, é inaceitável o quadro atual e imprescindível a mudança urgente desse empecilho.

“Não espere por uma crise para saber o que importante para a sua vida e para a sociedade.” A frase do grande pensador grego Platão faz-se perceber o quão fulcral é a disseminação qualificada da informação. Em consonância, uma pesquisa realizada pela Faculdade São Leopoldo mostra que, dentre os entrevistados, mais de 40% não confiam nas vacinas como, por exemplo, a da tríplice viral. Logo, a mídia tem papel fundamental no alargamento de informativos conscientizadores.

Portanto, é imperativo a resolução dessa problemática. Dessarte, com o intuito de mitigar as epidemias no Brasil, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido na ampliação da saúde pública, por meio da construção de hospitais e modernização dos sistema de pesquisas científicas, com o fito de democratização e modernização do SUS. Além disso, a mídia deve promover matérias educativas que apresentem informações sobre as doenças e suas prevenções, com a finalidade da conscientização social. Desse modo, gradativamente a óbice diminuirá.