Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/04/2020
Embora o histórico de epidemias do Brasil tenha iniciado com a chegada dos portugueses provocando a transmissão da varíola aos indígenas, ainda se observa, nos dias de hoje, uma ocorrência cada vez maior de epidemias desafiando a saúde pública. Nesse contexto, deve-se analisar a falta de condição mínima de vida da população e a relutância do Estado em lidar com essa precariedade.
A falta de estrutura mínima de habitação, principalmente das comunidades que vivem nas periferias, é uma das principais causas para o crescimento exponencial dos índices de infecção nos países em desenvolvimento. De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, fatores como saneamento ambiental inadequado, degradação ambiental e coleta de lixo ineficaz e insuficiente, configuram condições favoráveis ao surgimento de doenças transmissíveis, por exemplo, a dengue, a zika e as doenças diarreicas.
Outrossim, apesar dos esforços empreendidos pelo Ministério da Saúde, como a oferta de medicamentos, aplicação de vacinas e campanhas de conscientização da população, ainda se observam altas taxas de morbidade e mortalidade a cada nova epidemia. Isso ocorre, pois, segundo a Organização Mundial de Saúde, o estabelecimento tardio do diagnóstico e consequentemente do tratamento, relacionados à falta de capacitação das equipes de saúde e à falta de insumos, dificultam o enfrentamento dessas doenças.
Desse modo, é necessário que o Governo Federal, em parceria com os estados e municípios, elaborem e executem projetos de estruturação do saneamento básico nas comunidades, sobretudo o fornecimento regular de água e a coleta de lixo eficiente. Bem como, o Ministério da saúde deve promover educação continuada às equipes de saúde, principalmente sobre estudos epidemiológicos e controle de doenças transmissíveis. Assim, será possível combater de forma sistemática as atuais e futuras epidemias.