Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 22/04/2020
Um dos grandes desafios na saúde pública está ligada ao questionamento de como enfrentar e lidar com epidemias no Brasil, onde o principal caminho para combater esse problema apresenta bases na comunidade e nas suas ações cotidianas, apontando que a negligência e a irresponsabilidade humana podem causar danos para a sociedade como um todo. O assunto epidemias intimida nosso país a tempos, acontecimentos que agregam na história como o período da República Velha, que ficou conhecido como a “Revolta da Vacina” no ano de 1904. Movimento foi em prol do combate a varíola, perante a imposição do governo sobre a vacinação obrigatória, bem como tem acontecido com o isolamento social preventivo do COVID-19 (Corona Vírus), neste ano.
Apesar dos recentes avanços na medicina e na ciência, a sociedade torna-se retrógrada com a influência direta da própria população nos surtos epidêmicos. Diante disso, é incontrovertível a necessidade de ações interventivas nesta questão. Conforme mencionado, o homem atinge a comunidade com seus atos. Neste sentido, o fato pode ser confirmado por meio da situação do desmatamento, o qual é o fator causador da migração do mosquito “aedes aegypti” para o meio urbano. Da mesma forma, as pessoas ficam propensas a terem doenças como “chikungunya” e “dengue”, esta última chegando a ter 1,9 milhão de casos confirmados somente em 2016 no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Assim, a destruição de seu habitat pelos indivíduos o faz buscar um novo abrigo que pode ser fatal ao ser humano.
Além disso, muitos cidadãos não seguem as instruções recomendadas para prevenir essas epidemias, como por exemplo, no caso do “aedes aegypti”, manter caixas d’água fechadas, evitar água parada em pneus e vasos de flor, entre outros. Destarte, isso permite com que o meio fique mais favorável ao aparecimento e procriação do mosquito, além de que, carecer em saneamento têm um grande histórico de calamidade, como é o caso da Peste Bubônica, surto epidêmico que ocorreu durante a Idade Média em muitos países europeus, dizimando a população devido à falta de higienização nas ruas.
Em virtude disso, cabe ao Governo subsidiar o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação e à mídia, para expandir informações sobre precauções, causas e consequências da ação do cidadão, tanto em desmatamentos quanto em saneamento, com métodos como propagandas, aplicação de campanhas de conscientização efetivas, e projetos informativos públicos, por exemplo. Outrossim, os indivíduos já conscientes podem influenciar os demais sobre o perigo das epidemias e, então, as atitudes humanas deixarão de retrogradar nessa questão.