Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/04/2020
Em 1500 chegaram os portugueses ao Brasil, os nativos brasileiros curiosos e desprovidos de qualquer cuidado, entraram em contado com o desconhecido, uma doença chamada varíola, esta por sua vez, fútil para os portugueses mas mortal para os índios, transformou-se em epidemia. Nesse contexto, é possível observar que, hodiernamente sentimos na pele o que fora vivenciado a centenas de anos atrás pelos nossos ancestrais. Todavia, vivemos em uma sociedade tecnologicamente avançada, mas infelizmente, a maioria das comunidades brasileiras convive diariamente com o medo, devido à falta de saneamento básico, e dependente de um Sistema Único de Saúde que não da conta de atender metade da polução Brasileira.
No Brasil, o saneamento básico é um direito de todo e qualquer cidadão, contudo, não é o que ocorre na prática, tendo em vista que, de acordo com o SNIS, 51,9% da população brasileira não tem acesso à coleta de esgoto, sendo inaceitável para um país que esta em busca de seu desenvolvimento. Em virtude disso, faz-se mister entender que as consequências de ignorar o saneamento básico no país afetam diretamente a saúde da camada popular da sociedade, entretanto, podendo sim chegar até as classes mais altas como epidemias de Dengue ou Zika.
Por outro lado, temos um Sistema Único de Saúde (SUS), sendo um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde no mundo, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país, visando à prevenção e promoção da saúde. É indubitável que, na teoria esse sistema seja perfeito, porém, sabemos que na prática infelizmente isso não ocorre. Uma vez que, 75% dos brasileiros dependem do SUS e que apenas 17,9 mil dos 40,6 mil leitos de UTI estão nesse sistema, segundo dados do CNES. Faz-se notável a incapacitação de nosso país em promover a saúde a todos, o que consequentemente, é um risco para a população brasileira, pois, se supostamente uma epidemia estourar em nosso país, nossas unidades de saúde tanto particulares quanto públicas não dariam conta de toda a demanda populacional brasileira, aumentando o percentual de mortes do país.
Com base no exposto, temos ainda um longo percurso para percorrer se quisermos realmente erradicar a precariedades e o medo que habita nas comunidades brasileiras. Sendo assim, o ministério da saúde juntamente com o governo federal, deve investir em propostas que levem o saneamento básico para todas as comunidades brasileiras, simplificando o processo de licenciamento ambiental para o setor de água e esgoto, liberando os recursos do FGTS para o saneamento, afim de que, possamos diminuir a disseminação de doenças, e consequentemente reduzir a quantidade de pessoas em leitos de hospitais, além de promover a vida digna que o cidadão brasileiro merece e almeja.