Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 27/04/2020

É sabido que, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a população brasileira em geral passou a ter acesso gratuito a saúde. Entretanto, nota-se que esse direito básico não ocorre e se torna mais nítido quando ocorrem epidemias, por exemplo. Isso se deve, sobretudo, a negligência do governo quanto ao desenvolvimento de mecanismos pra garantia correta dos recursos ofertados, ainda que pequenos, bem como a falta de comprometimento da sociedade em fazer sua parte para sanar essa adversidade, sabendo que problemas assim sempre assolaram o país.

De fato, observa-se que, o governo ainda apresenta imensos desafios na saúde pública, especialmente, se tratando de epidemias. Nesse viés, o descaso governamental propõe um subfinanciamento que não é suficiente para bancar toda a população, pois não recebe incentivos necessários, ou tem tal renda desviada para cofres individuais, da-se o nome de corrupção. Nesse contexto, é perceptível uma metodologia mal gerenciada e extremamente precária, trazendo vários riscos não só aos pacientes, mas também aos próprios funcionários de saúde dos órgãos públicos. Logo, torna-se imprescindível o combate a essa situação, principalmente no ambiente político, principal responsável por cuidar de questões sanitárias.

Outrossim, verifica-se que a boa parte do brasileiro não possuem conhecimentos básicos sobre higiene pessoal e, principalmente, coletiva, o que se relaciona diretamente a ignorância e a falta de empatia. Em face disso, são inúmeras as atitudes intolerantes, como o não cumprimento de medidas protetivas impostas pelos órgãos responsáveis, a quarentena vivida por todo o mundo, por conta do Covid-19, por exemplo, a falta de higiene nos domicílios e a propagação de maus costumes através das mídias sociais. Sob essa ótica, a população tem grandes chances de agravar as dificuldades na saúde pública, no entanto também tem força para reverter tais situações por meio de cuidados e reivindicações.

Portanto, urgem ações sinérgicas entre o governo e escola para a reversão desse conflituoso cenário. Para tanto, o Governo deve roborar leis que proponham punições, dentro das leis, àqueles responsáveis por desviar qualquer verba que seja, não somente a saúde, por meio de da criação de órgãos de fiscalização, e desenvolvimento de um canal que facilite a denúncia anônima de ações intolerantes. Ademais, a escola precisa corrigir seu plano político pedagógico de forma a abordar, especialmente nas aulas de História, de Sociologia e de Filosofia, a importância da empatia e para evitar faltas cometidas anteriormente, com o fito de externar o quanto o ensino social e histórico se faz verossímil para a formação de uma saúde pública digna aos brasileiros.