Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 19/04/2020

Na idade média, no século XIV, a peste negra assolou a Europa e a Ásia,  dizimando milhões de pessoas, essa ficou conhecida como um dos maiores surtos epidemiológicos da história. Hodiernamente, após vários anos, epidemias ainda são presentes e causam vários impactos degenerativos na sociedades. No Brasil, o enfrentamento a esse tipo de problemática é comprometido pela falta de investimento na educação e pela infraestrutura de saúde que o país dispõe para lidar com tal situação.

Seguindo essa óptica, para o sociólogo Francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender e conhecer o contexto ao qual está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Acerca desse pensamento, é fulcral para o combate de uma pestilência que as pessoas tenham um conhecimento sobre o que estão enfrentando e, principalmente, saibam o que e como fazer para garantir o bem-estar. Esse seria, então, o papel principal da educação. Dessa forma, faz-se mister que informações e orientações sejam compartilhadas.

Ademais, é imperativo ressaltar que para se enfrentar um quadro epidêmico é necessário um complexo estrutural adequado para o sistema de saúde. Segundo dados do IBGE, o Brasil não investe, por ano, nem 10% do seu PIB nesse setor tão importante. Esses números mostram que é fundamental que ocorra uma reformulação do protagonismo estatal a fim de garantir o suprimento dos anseios da sociedade de forma completa.

Dessarte, haja vista os fatos supracitados, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Saúde, será revertido na ampla de difusão de conteúdos educativos sobre determinadas doenças, nas quais especialistas da área apresentarão modos de prevenção, métodos de diagnose e onde procurarem auxílio profissional, por meio das mídias massivas, para que a população possa atuar na contenção possíveis epidemias. Outrossim, é vultoso garantir o abastecimento de postos e hospitais. Com tais medidas efetivadas cenários como o do século XIV não serão vivenciados.