Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
No século XVI, auge das Grandes Navegações, um dos fatores que mais colaborou para a colonização espanhola na América foi a escassez de células de defesa contra a varíola nos corpos dos nativos, que pereceram aos montes, sem sequer poder resistir. Na hodiernidade, esse momento histórico permite uma análise acerca de duas importantes questões: a desinformação no que tange às epidemias mais frequentes no Brasil e o descaso em relação à prevenção.
A priori, convém apontar a falta de noções básicas de epidemiologia como grande influenciadora do quadro de saúde nacional atual. No século XIX, a conhecida Revolta da Vacina estourou no país devido a falta de comunicação eficiente entre o Governo, os médicos e o povo, o que comprometeu o entendimento da situação por parte desses. Ora, nos dias atuais a falta de conhecimento é sem dúvida uma chaga em si, e gera consequências catastróficas à sociedade. A não compreensão de que o desmatamento excessivo favorece a proliferação de insetos que transmitem a doença de chagas em casas de pau a pique, por exemplo, auxilia na disseminação de problemas cardíacos irreversíveis em estágios avançados.
Entretanto, a indiferença também é um grande vilão do combate pela saúde, e faz vítimas com certa regularidade. O pretexto de que “nada me acontecerá”, gera o pensamento de que tamanha comoção em torno de epidemias muito debatidas não passa de sensacionalismo. diante disso, fica evidente que tal mal não pode ser solucionado apenas com campanhas de conscientização através da televisão e de folhetos, mas sim de todo um trabalho na base educacional.
Portanto, é válido adotar medidas de intervenção. Uma ampla parceria entre a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), no que significaria, em um primeiro momento, massivos investimentos daquele para com este em prol de um uso posterior dessa renda para promover campanhas obrigatórias mensais para todos os alunos do ensino fundamental um da rede pública de ensino, de forma que profissionais especializados sejam enviados para promover gincanas, aulas interativas e debates que estimulem o intelecto dos jovens a formar ao mesmo tempo: uma consciência sólida sobre o significado das maiores doenças do país e o intuito de agir em sua prevenção, além do auxílio da família, na forma do ensino, desde a infância, a tomar medidas simples como não deixar água parada, ajudariam como soluções a médio e a longo prazo.