Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
É notória a dificuldade do sistema de saúde brasileiro ao lidar com as diversas epidemias que assolam o pais todos os anos. Os dois principais fatores que colaboram com isso são: pouca adesão da população as campanhas de profilaxia e investimento insuficiente em equipes de saneamento e limpeza.
Em reportagem da Agência Brasil de janeiro de 2017, o secretário de saúde do município do Rio de Janeiro afirmou que assim como na maioria do Brasil, mais de 80% dos focos do mosquito transmissor da Dengue estão dentro das casas. Como a residência é abrigo inviolável do cidadão, o poder público pouco ou nada pode fazer para controlar proliferação de pragas e outros vetores nesses locais.
Na mesma matéria veiculada, o segundo local onde se concentra o maior número de focos são os lixões a céu aberto. O descarte irregular de lixo é uma realidade da maioria dos centros urbanos brasileiros, e nem sempre o poder público tem efetivo o suficiente para fiscalizar e muito menos para sanar o problema promovendo o destino adequado para esses resíduos.
Logo, uma maneira eficiente para mitigar a proliferação dos animais responsáveis por disseminar epidemias tem que vir do executivo municipal, trazendo envolvimento da população começando na base do ensino fundamental conscientizando as crianças, indo até o sistema de saúde local por meio dos postos de saúde tratando os doentes e evitando a disseminação das patologias e passando pela zoonoses promovendo mutirões de limpeza não só das vias públicas, mas também auxiliando as pessoas no recolhimento de lixo no interior de suas casas.