Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
Durante o século XIV, grande parte da população europeia foi morta pela peste negra, isso ocorreu principalmente devido as péssimas condições de higiene. Atualmente, no Brasil, apesar do desenvolvimento que ocorreu no que tange ao saneamento, a população ainda enfrenta diversas epidemias. Isso ocorre principalmente devido a falta de políticas públicas para lidar com o lixo produzido e os maus hábitos da população.
Em uma primeira análise, a falta de coleta e destinação adequada dos resíduos produzidos pela população contribuem para a proliferação de vetores de epidemias. De acordo com o Ministério da Saúde, nas regiões Norte, Centro Oeste e Sul, cerca de 50% dos focos de mosquitos estão no lixo. Infere-se, portanto, que locais com falta de coleta estão mais propensos a incidência de epidemias.
Ademais, a falta de responsabilidade da população, como o descarte de recipientes abertos, influencia ainda mais na disseminação dessas doenças na medida que contribui para o surgimento de criadouros de mosquitos. Segundo o filósofo francês Sartre, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Entretanto, devido a isso, muitas vezes a comunidade deixa de assumir eu papel no combate a esses problemas.
Dado o exposto, faz-se necessário que os governos estaduais elaborem medidas para que os resíduos produzidos sejam gerenciados de forma adequada por meio de investimento em coleta seletiva e aterros sanitários. Além disso, as secretárias municipais do Meio ambiente devem promover campanhas por meio de eventos realizados para a população, buscando sensibilizar sobre o papel da população no combate a proliferação de vetores. Medidas essas que se tomadas no presente podem contribuir para a diminuição na ocorrência de epidemias.