Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/06/2019

As epidemias têm ganhado destaque desde a América Colonial, marcada pela varíola e o sarampo, até os dias atuais, representados pela dengue. De certo, a crise econômica do governo e a precariedade da saúde, colocam doenças já erradicadas, à tona outra vez. Ademais, a população coopera com uma parcela de culpa, para a permanência e surgimento desses surtos epidemiológicos. Assim, falhas encontradas na saúde pública e na sociedade, ainda tornam as epidemias um desafio.

Em primeiro lugar, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta um período de escassez marcado por falhas cometidas com a população. Outrossim, a falta de investimento por parte do governo, torna essa crise ainda mais acentuada, elevando a taxa de doenças já erradicadas. No entanto, a falha no sistema público, agrava não só os surtos epidemiológicos, mas também, eleva os índice de mortes humanas e animais. Certamente, a epidemia da febre amarela que acometeu a população entre 2016/2017 ocasionou diversas mortes entre a sociedade e os macacos, que são hospedeiros da doença e não vetores. Por isso, segundo dados do jornal G1, 501 macacos morreram em pouco mais de um ano no Estado de  São Paulo, por serem vítimas da população leiga acerca da transmissão da febre amarela.

Por certo, a sociedade também coopera de maneira significativa para as epidemias ocorridas atualmente. Indubitavelmente, a população não se preocupa com a profilaxia dos surtos epidemiológicos, como o da dengue. Além disso, a destruição do habitat natural desses mosquitos através das queimadas, prejudica não só a natureza, mas também, a população, que se torna alvo desses insetos. Por outro lado, a sociedade acentua os focos atrativos dos mosquitos, deixando água parada nas ruas e nas próprias casas. Por consequência, a dengue, doença já erradicada em tempos mais vetustos, foi trazida à tona em pleno século XXl. De fato, segundo dados do jornal G1, em Brasília já foram notificados 21 mortes ocasionadas pela dengue.

Portanto, erradicar as epidemias no Brasil ainda são um desafio. Dessarte, o governo, como órgão de instância maior, deveria investir na saúde pública preparando funcionários e hospitais, para que o paciente tenha o tratamento adequado, e em parceria com a mídia, como grande disseminadora de informações, deveria através dos comerciais, exercer campanhas de profilaxia às epidemias , a fim de que se reduza o índice da doença. Destarte, as escolas e postos de saúde, deveriam investir em palestras e assistência a população acerca dos riscos e consequências para a sociedade com essas doenças à tona, ensinando a prevenir essas epidemias, para que seja reduzido o número de mortes causadas por esses surtos. Desse modo, haverá uma população apta e preparada para lidar com os surtos epidemiológicos causados no século XXl.