Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
O controle da epidemia depende de todos
A Constituição de 1988 trouxe uma grande inovação para o Brasil: os diretos sociais, dentre os quais, a saúde deve ser garantida a todos. Infelizmente, essa garantia, por vezes, é negligenciada pelo Estado em alguns aspectos e acaba por dar espaço para que epidemias surjam no Brasil. Fato que é intensificado com a falta de preocupação de uma parcela da população com a prevenção.
Notadamente, grande parte das pessoas não se preocupam com a prevenção de doenças: não tomam vacinas, tampouco vacinam seus filhos. A vacina é um tipo de imunização ativa do organismo, isto é, quando é inoculada na pessoa, faz com que o corpo produza anticorpos, deixando-o imune a determinadas doenças. Já dizia o filósofo Platão: para que haja mudança no mundo, ela deve iniciar-se em cada um, essa pequena atitude de não se previnir, colabora para que continuem surgindo casos de epidemia no Brasil.
Além disso, o Estado atua de forma branda nos programas de prevenção de doenças, focando normalmente em políticas passivas, e não atuando diretamente na prevenção. A legislação garante o direto à saúde, porém, na maioria das vezes, não existe a atuação das autoridades locais para erradicar a proliferação de doenças, como, por exemplo, no combate aos transmissores (mosquitos, barbeiros, entre outros), o que tem por consequência os surtos de determinadas doenças.
Com isso, nota-se que os casos de epidemia no Brasil ainda são muito frequentes e que o engajamento da população é primordial para sua redução. A fim de mitigar esse problema, o governo federal deve criar órgãos de fiscalização dos municípios, com o intuito de garantir que as políticas de prevenção estejam sendo realizadas de forma ativa, além de investir na divulgação, através das redes sociais, da disponibilidade de vacinas para torná-las acessíveis para o maior número de pessoas.