Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 08/06/2019

A preocupação com a saúde pública não é novidade no Brasil, essa inquietação tem um marco inicial  na década de 70, onde em busca de melhorias nas condições de vida da população o movimento social chamado posteriormente de Revolução Sanitária, mostrou os verdadeiros nuances importantes no setor da saúde, trouxe um novo olhar no que diz respeito à mudanças, pensar e refletir. Hoje em dia, a saúde pública enfrenta desafios em como lidar com as epidemias, visto que o número de casos tem aumentado no decorrer dos anos e novas doenças interligando-as surgem, além dos índices epidemiológicos mostrarem um novo comportamento cultural na sociedade brasileira.

É importante destacar no movimento sanitarista o Sérgio Arouca, que defendeu enquanto vivo a ideia de que deve-se sempre retomar os princípios básicos da reforma sanitarista, pois ela demonstra não ser somente a fonte de criação do Sistema Único de Saúde, mas também traz a mensagem de que as doenças estão ligadas ao trabalho, ao saneamento, ao lazer e a cultura de uma população. Com isso nota-se a importância de comunicação entre a comunidade e a gestão de saúde, papel esse do Agente Comunitário de Saúde, que tem seu e consequentemente sua fiscalização, rastreio da comunidade e a devida averiguação de zonas de riscos epidemiológicos, dando espaço para as epidemias que muito poderiam ser evitadas.

Outro ponto a ser evidenciado é a atuação da sociedade diante a problemática. As epidemias mais comuns no Brasil são causadas pelo mesmo vetor biológico, o qual é responsável por garantir o ciclo de vida de muitos vírus e transmitir aos humanos, como é o caso do Aedes aegypti com a febre amarela, dengue, zika e chikungunya, doenças que nos últimos anos foram muito notificadas. Percebe-se então uma carência da população em relação às ações práticas que evitem os mosquitos a propagarem tão rápido essas enfermidades, com a falta de divulgação de dados e a acomodação da sociedade a simples atividade de “não deixar água parada” se tornou um enorme paradoxo.

Portanto, para resolução da problemática se faz necessária uma ação conjunta do Ministério da Saúde e da mídia, para o fortalecimento da Promoção da Saúde, que visa educar e prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Sendo constantemente levado à população, por meio de ações midiáticas as informações sobre as epidemias, como evitá-las e o que causam, deixando claro o papel de cada um. Outro passo a ser dado nas políticas públicas seria o aumento de Agentes Comunitários da Saúde, assim como a capacitação atualizada desses profissionais, garantindo a informação correta e a certificação das ações na população. Desta forma, pode-se assegurar de que os esforços de Arouca não foram em vão e seus ensinamentos perduraram.