Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 09/06/2019
A primeira epidemia no país foi dissipada, em 1563, por Portugueses no Brasil Colônia. Essa, teve como fatores agravantes a falta de informação populacional à respeito das causas do surto de varíola - doença proliferada na época -, e a precariedade da saúde pública oferecida. Ao correlacionar o fato histórico com a atualidade, é possível identificar que existe a manutenção de aspectos sociais a respeito da intensificação de contágios epidêmicos.
Hodiernamente, o Brasil enfrenta duas epidemias causadas pelo mosquito transmissor Aedes Aegypti. Vetor das doenças Dengue e Zika, ocasionou, de acordo com o Ministério da Saúde, 23 óbitos no ano de 2018. Diante disso, são observadas dificuldades advindas da falta de informação e conscientização populacional acerca de ações de controle da problemática. A eliminação dos focos de reprodução do agente, como o acúmulo de água em reservatórios residenciais, é exemplo de uma medida preventiva muitas vezes esquecida por indivíduos. Por outro lado, o Sistema Único de Saúde (SUS) proporcionado pelo governo federal, demonstra precariedade na assistência à pacientes. Com más condições de atendimento, como infraestrutura precária e número reduzido de médicos, agrava o possível controle de doenças.
As complicações proporcionadas pelas epidemias causam sequelas nas diferentes faixa etárias. Microcefalia, Lúpus e Síndrome de Guillain-Barré são as principais doenças autoimunes advindas do mosquito. Sem as devidas medidas de controle, a questão passa por ferir o direito comum à saúde, o qual deveria ser viabilizado pela União. Consequência atual do descaso governamental, os surtos de enfermidades que atingem o país como um todo privam a sociedade de uma vida digna, já que muitas pessoas acometidas com tais enfermidades têm suas tarefas diárias modificadas e, senão, interrompidas pelo óbito advindo do difícil acesso ao tratamento.
Assim sendo, é decerto identificado que, tanto o conhecimento informacional sobre medidas preventivas às epidemias, quanto investimentos na saúde pública brasileira devem enfatizados. Em vista disso, é necessário que o Ministério da Educação promova políticas públicas informativas em centros comunitários e culturais, assim como em escolas. De tal modo, cartazes, panfletos e palestras sobre a necessidade das ações preventivas ao mosquito transmissor devem ser introduzidos à esses lugares. Ademais, o Ministério da Saúde deve encarregar-se de aplicar melhores investimentos monetários ao SUS, como melhorias em infraestrutura para abrigar maior quantidade de pacientes, assim como a ampliação de vagas e benefícios para médicos que aderirem ao atendimento público.