Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 07/06/2019
No limiar do século XVIII, o iluminismo 1 pregava que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam para resolver o problema de outras parcelas do corpo social. Indo contra esse ideário, o brasileiro pouco tem feito para combater as constantes epidemias de dengue. Isso se confirma, não só pela pouca ação dos cidadãos em evitar tal proliferação, mas, também, pela ineficiência estatal em combater de fato esse mal que atinge todo o país ano após ano. A princípio, é irrefutável que muitas pessoas não tomam as devidas medidas para impedir o avanço dessa doença, confirmando a concepção do filósofo Sócrates de que “os erros são consequência da ignorância humana”. Seguindo esse juízo, essa parcela da população não realiza medidas preventivas, como tapar a caixa de água para não virar criatório do mosquito vetor. Tal fato é ratificando uma reportagem do portal UOL, do ano de 2017, segundo a qual a epidemia de dengue é agravada por hábitos errôneos da população, como esse já citado. Por conseguinte, essa problemática se espalha por todo o país. Além disso, a falta de políticas públicas mais eficazes para mitigar essas constantes epidemias fere o artigo 196 da carta Magna, pois a União não está cumprindo com esse item constitucional. Dessarte, o Estado não investiu o suficiente em ações educativas e de combate direto aos focos do inseto transmissor desse mal, expondo a população aos sérios riscos que essa enfermidade pode trazer, como ao óbito. Isso deixou o país muito diferente daquele do livro Utopia de Thomas Morus, no qual a população gozava da eficiência estatal. Desse modo, o Brasil fica muito distante desse modelo ficcional de nação. Logo, é impreterível a resolução dessa mazela social e de saúde pública. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de resolução, visto que gera aplicabilidade imediata, reformular o programa de combate a dengue, com mais investimentos em campanhas educativa e combate durante todo o ano em áreas de grande ocorrência de focos, a fim de minimizar os ricos de uma nova epidemia. Ademais, o supracitado Ministério deve fomentar que os municípios realizem mutirões de limpeza nos terrenos baldios por toda a cidade antes dos períodos chuvosos, a fim de evitar os focos. Assim, o Brasil estará seguindo o modelo iluminista de nação.