Desafios do sistema de segurança pública no Brasil

Enviada em 15/03/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o sistema de segurança pública, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal é constatado na teoria e não devidamente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja pelo despreparo governamental, seja pelo aumento da violência.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação esteja entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o despreparo governamental rompe com essa harmonia, tendo em vista a falta de investimento no setor de segurança pública e educacional, como também a falta de estrutura e investimentos em tecnologia em departamentos policiais, para que possam combater o crime e a violência de forma ágil e segura. Tal descaso tem desencadeado ainda mais o aumento de violência. De acordo com o Ministério da Justiça, o Brasil possui a quarta maior população carcerária, onde detentos encontram-se em condições precárias.

Outrossim, destaca-se a crescente onda de violência como impulsionadora do problema. A falta de educação pública de qualidade também é um dos principais fatores de tal consequência, principalmente em áreas periféricas, o que dificulta ainda mais o trabalho da polícia militar, a qual ainda usa métodos antigos e insuficientes que só geram mais violência  e combates desnecessários, colocando suas próprias vidas em risco e violando os direitos humanos.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o governo deve investir equipamentos de alta tecnologia, que visem supervisionar todas as áreas, para que medidas possam ser tomadas a curto prazo. E também criar programas voluntários em áreas periféricas, visando a integração social e novas oportunidades para os que ali se encontram. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir nas escolas palestras ministradas por psicólogos e desenvolver mais políticas públicas, que discutam o combate a violência, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.