Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 26/01/2022

“Uma nação se faz com homens e livros”. Na ótica de Monteiro Lobato, essa advertência é inquestionável, uma vez que a alfabetização torna-se benéfica à saúde mental e, sobretudo, uma atitude básica na formação do indivíduo. Nessa perspectiva, percebe-se o Brasil com índice deficitário nessa esfera, na qual a ausência de valorização da educação nas transformações socias e, por tabela, o absentismo de auxílio e incentivo à coletividade, destacam-se como um processo retrógado. Nesse sentido, nota-se uma imagem de omissão e de desleixo que apadrinha o país.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à alfabetização de qualidade é garantido a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, visto que as escolas de redes públicas são precárias e não apresentam programas de incentivo aos estudos. Assim, essa deturpação educacional impede que transformações sociais ocorram, haja vista que, para o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o olhar coletivo, sem ela tão pouco a sociedade muda. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático da coletividade nessa temátixa. Na dialética de Lya Luft, em sua obra “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando os indivíduos não enxergam o valor do ensino com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformação, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, como a desigualdade, fato justificado pela pesquisa Insper/ Fundação Roberto Marinho que apontou que, 575 mil jovens não concluíram o ensino básico. Dessa forma, é fulcral que a sociedade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa área, por meio de verbas destinadas para essa mazela, ampliando as redes de ensino e promovendo maior incentivo aos estudos, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa esfera, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Monteiro Lobato seja uma realidade brasileira.