Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 26/10/2021
O artigo quinto da constituição de 1988 trás, de maneira objetiva, vários direitos que dos cidadãos. Entre eles, detaca-se o direito à educação. Apesar de previsto na constituição, observa-se uma lacuna deste direito no que se refere a questão do processo de alfabetização no Brasil, um problema sério que tem como raizes o sistema educacional -que, além de ultrapassado é opressivo- e o silenciamento.
Em primeira instância, tem-se o sistema educacional ultrapassado e opressivo como dificultador do processo de alfabetização. Este, que não sofre alterações em sua base a mais de um século, não reflete a realidade dos alfabetizandos, transformando a alfabetização em um mero processo de decodificação de simbolos, de forma a perpetuar os altos índices de analfabetismo funcional e limitando o poder da educação a vigência deste sistema, já que, como disse o patrono da educação brasileira Paulo Freire “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é se tornar opressor”.
Em segunda instância, tem-se o silenciamento como dificultador do processo de alfabetização, pois, como disse o célebre filósofo Artur Schopenhauer “todo homem toma os limites de seu campo de visão como os limites do próprio mundo”. Dessa forma, se não há debate e esclarecimento sobre a importância do processo de alfabetização, torna-se inviável a resolução do problema.
Assim, cabe ao ministério da educação e as secretarias regionais de educação o papel de reformular os exemplos, textos e músicas utilizados no processo de alfabetização à realidade dos alfabetizandos, além da criação de rodas de debate no horário contra turno sobre a importância deste processo para a vida de cada estudante, de forma que a máxima de Hannah Arendt se verifique, cada dia mais, verdadeira.