Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 23/10/2021

A Constituição Federal Brasileira determina, como dever da família, sociedade e Estado, assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, a educação. No entanto, a utopia constitucional é observada na alta taxa de analfabetismo social, a qual distancia o próprio cidadão do seu direito determinado. Nesse sentido, a falta de assistência individual dos alunos e a segregação educacional representam empecilhos para a ascensão de uma sociedade plenamente alfabetizada.

Em primeiro lugar, observa-se que a ausência de acompanhamento de cada aluno compromete o processo de alfabetização. Dessa forma, pode-se citar o programa “Tempo de Aprender”, criado pelo Ministério da Educação, o qual visa melhorar a educação dos analfabetos, a partir do apoio de profissionais competentes. Entretanto, observa-se, ainda, uma carência de observação dos indivíduos, os quais, na maior parte, se sentem motivados a abandonar a escola pela dificuldade de aprendizado. Logo, esse problema se torna prejudicial para a trajetória dos estudantes brasileiros.

Além disso, a desigualdade quanto ao acesso à educação potencializa o analfabetismo na população. Desse modo, a obra Cidadão de Papel, produzida pelo escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, retrata a concretização dos direitos como uma realidade restrita à teoria. De forma análoga, a personificação da literatura no panorama nacional é analisada na falta de igualdade educacional, a qual é refletida na ausência de acesso à alfabetização pela maioria populacional. Diante disso, esses indivíduos desprivilegiados passam a ter menos oportunidades de ascensão pessoal e uma maior dificuldade de acesso ao mercado de trabalho.

Portanto, de acordo com os argumentos supracitados, são importantes medidas interventivas. Para isso, o Ministério da Educação, em conjunto com as Secretarias Estaduais e Municipais, deve atuar na capacitação de profissionais educacionais, os quais serão responsáveis pelo acompanhamento de cada aluno, contribuindo, assim, para uma maior facilidade no aprendizado de cada estudante. Assim como, o mesmo ministério deve investir em um maior acesso de alfabetização nas escolas, principalmente públicas, a partir do fornecimento de materiais didáticos acompanhados de aulas habilitadas para esse ensino, qualificando, dessa forma, a educação como uma verdadeira protagonista constitucional.