Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 26/09/2021
Conforme teorizou inicialmente o filósofo e patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “ensinar não é apenas transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou criação”. Dessa forma, é importante que o contexto do discente seja favorável para que o processo educacional seja de qualidade. Sob essa ótica, é oportuno comentar sobre os grandes desafios do processo de alfabetização brasileira. Nesse sentido, é necessário pontuar que a injustiça social traz á tona o analfabetismo.
Primeiramente, é imprecindível salientar que a marcante estratificação social, caracterizada pela imponente injustiça social, é presente no Brasil. Isso acontece porque há discrepância na distribuição de renda no país. Tal conjuntura se deve à administração ruim dos recursos públicos e ao deficitário acesso à educação. Dessa maneira, a subtração social corrobora o obstáculo da alfabetização.
além disso, é interessante discorrer que, embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito à educação, o analfabetismo persiste na nação. Essa situação decorre do baixo investimento governamental em alfabetização. Observa-se, por consequência, que 6,8% da população com mais de 15 anos é analfabeta, segundo pesquisa divulgada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE). Sob essa perspectiva, nota-se que o problema da alfabetização brasileira é grande.
Depreende-se, portanto, que uma medida seja encontrada para mitigar os imbróglios supracitados. Sendo assim, cabe o Ministério da Economia, órgão responsável pela formulação e implementação da Política Nacional Financeira no país, em consonância com o Ministério da Educação (MEC), elaborar um plano de investimento financeiro na área educacional para as famílias subjugadas pela injustiça social. Isso poderá ser organizado por meio do Governo Federal em conjunto com as secretárias de educação estaduais e municipais, de modo que os cidadãos brasileiros consigam ter a alfabetização necessária para criar possibilidades para sua própria produção ou criação, como preconizava o filósofo e patrono da educação brasileira, Paulo Freire.